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Brasileira expulsa de bar no Texas sinaliza nova era da imigração americana

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Rodolfo Rodriguez, 92 anos, estava a passeio na casa da filha na Califórnia.

Uma brasileira relata ter sido expulsa de um bar há poucos dias por conversar em português.Em pleno 4 de julho, um senhor mexicano de 92 anos foi agredido com um pedaço de concreto na Califórnia sob os dizeres “Volte para o México”; em junho, uma porto-riquenha foi insultada em sua festa de aniversário no parque porque vestia uma camiseta com a bandeira de Porto Rico – ela tinha pago para usar o espaço; e em maio, um advogado de Nova York escutou dois funcionários falando em espanhol em uma cafeteria e ameaçou chamar agentes da imigração.

Casos de agressão a imigrantes, indocumentados ou não, têm sinalizado para algumas mudanças com relação à imigração americanaapesar de os Estados Unidos terem aproximadamente 43,3 milhões de pessoas nascidas no exterior. Dividida pelo status de imigração, a população nascida no exterior inclui 20,7 milhões de cidadãos norte-americanos naturalizados e 22,6 milhões de não-cidadãos, de acordo com dados do American Community Survey (Bureau of the Census,Selected Characteristics of the Native and Foreign-Born Populations: relativo ao ano de 2015).

Em um caso mais recente, uma brasileira (nome não revelado a pedido) conta que estava em um bar no Texas com seu pai e o namorado e alega ter sido retirada à força por conversar em português, sentindo na pele a onda de xenofobia que parece aumentar nos Estados Unidos. “Moro aqui há 18 anos e nunca tinha passado por isso”, disse revoltada ao Gazeta News.

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De acordo com a brasileira, os funcionários do Clutch Bar em Dallas ouviram o trio conversando em português na mesa e julgaram que estivessem falando mal deles. Chamaram o gerente que rispidamente os colocou para fora do bar.

“Já fui lá outras vezes e não tive problemas, mas estava sempre cheio. Nesse dia, estava vazio e eles puderam escutar a gente falando português. Foi quando tudo começou”, disse a jovem.

A situação ficou pior quando, segundo a brasileira, o barman ficou olhando fixamente para eles e ela então olhou de volta e ele começou a questioná-la de onde ela era. Em certo momento, ele chamou o gerente que disse que eles estariam criticando o barmanem espanhol. O gerente se irritou mais ainda quando ela teria dito que brasileiros falam português não espanhol. “Foi aí que o cara se irritou. Então ele fisicamente nos expulsou, me empurrando”, descreveu.

Ela conta ainda que saíram e ainda na porta do bar chamaram a polícia e enquanto esperavam, “ele começou a dizer ao meu pai que ele criou um ‘homem’ pela maneira como eu estava brigando por nós e repetiu ‘Nós falamos inglês’”, ressaltou.

A brasileira conta que a polícia ouviu os dois lados, mas disseram que não há nada “legal” que eles possam fazer. “Apesar de concordarem com o que eu relatei, disseram que isso não era uma ‘questão legal’”.

O Gazeta News procurou o Clutch Bar que se defendeu das acusações e alegou que a versão da brasileira é falsa e que ela não foi expulsa do bar por falar português, mas por ter sido grosseira e indisciplinada com os funcionários. “Não permitiremos que clientes indisciplinados que abusem verbalmente de nossa equipe visitem qualquer um de nossos locais”, respondeu por e-mail.

No entanto, é possível encontrar reclamações parecidas de outros clientes do bar na página oficial do estabelecimento no Facebook.

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.



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