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Voluntariado: a comunidade brasileira faz a diferença na Flórida

As pessoas que realizam alguma atividade voluntária movidas pelo amor e pela real vontade em ajudar e não somente para ganhar ponto no currículo vivem quatro anos a mais, em média, segundo estudo da Universidade de Michigan; além de melhorar a qualidade de vida, afirma o pesquisador americano Allan Luks, no livro The Healing Power of Doing Good.

O voluntário vivencia um poderoso sentimento de satisfação que automaticamente diminui o stress e libera endorfinas, neurotransmissores que provocam sensação de felicidade, diz o estudo. Isso sem falar no benefício maior de quem é ajudado.

Mas o voluntariado não quer dizer ter que ir ao Haiti para ajudar, por exemplo. Pode ser aqui mesmo na Flórida, onde a comunidade brasileira tem dado um show de solidariedade quando o assunto é juntar as mãos para ajudar quem mais precisa.

Ao longo do ano, conforme fomos publicando as matérias, percebemos que a comunidade brasileira critica aquele conterrâneo que faz algo errado especialmente quando fere alguma lei, é claro, mas é o mesmo que busca ajudar o outro conterrâneo em necessidade.

Depois do furacão Irma, a arrecadação de toneladas de alimentos e roupas por igrejas e o envio de contêineres para o Haiti e Porto Rico foi uma das melhores iniciativas envolvendo brasileiros. Outros clubes e grupos também se mobilizaram e fizeram o mesmo para quem estava longe e também para aqueles que ficaram dias sem poder voltar para casa.

São vários os meios em que ocorre o voluntariado e muitas pessoas nem percebem que essa forma de doação faz bem. Inúmeras campanhas online no GofundMe ou outro site em caso de morte ou doença envolvendo brasileiro, realização de rifas e bingos, além de compartilhamento de informação até encontrar a ajuda necessária para quem mesmo nem se conhece – foram várias as formas que vimos pelas matérias publicadas.

Apesar das inúmeras críticas aos conterrâneos que, em um linguajar popular “fazem merda” por aqui, pudemos observar também pelas matérias publicadas que a corrente do bem existe e ainda é forte quando o assunto é ajudar. Sim, o brasileiro ainda é carismático e gosta de “ser útil ao outro”. Às vezes essas características ficam escondidas quando se chega ao país onde o business fala mais alto. Mas quem traz isso no sangue jamais perde. A vontade de ajudar e de viver em harmonia ainda prevalece na comunidade. O grupo de apoio das mulheres que lutam contra o câncer, que show de solidariedade e humanismo! É uma “escorando” na outra e assim vão superando as barreiras diárias do tratamento com amor e esperança, como elas mesmas disseram em nossa matéria especial do Outubro Rosa.

Ou o trabalho dos voluntários do Dr. Smile´s Group que citamos na matéria especial desta edição. Que exemplo! Quem gosta de ver o outro sorrir o faz com o coração. Ir a hospital ou asilo apenas para ajudar a entreter aqueles que na maioria das vezes são esquecidos pelos familiares e ficam tão felizes com um pouco mais de atenção e carinho – isso é humano!

Disposição, boa vontade e comprometimento são os requisitos necessários para se dar bem em um trabalho voluntário. E não precisa muito para começar. Comece pelo vizinho ou pelo próprio bairro. Como diz o escritor Roberto Godoy, “a caridade deve ser anônima, do contrário, é pura ufania, porém a bondade deve ser exibida, a desígnio de fecundar a filantropia!”. O Gazeta News deseja a todos os leitores um Feliz Natal e que todos permaneçam com o espírito de voluntário durante todos os dias do ano!

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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