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Você tem medo de ter a doença de alzheimer?

Essa enfermidade assusta a maioria das pessoas. É mesmo complicado imaginar que vamos perder a memória, que não saberemos mais cuidar de nós mesmos. Mas, acho que mais assustador é saber que caso essa enfermidade se instale, quem mais irá sofre serão as pessoas que nos amam e que irão cuidar de nós. Quem tem Alzheimer nem percebe o que está acontecendo.

Essa enfermidade se instala provavelmente pelo acúmulo de uma substância no local onde um neurônio transmite informações para outro neurônio (neurônio é a célula do nosso cérebro).
Com o tempo forma uma placa entre esses neurônios, que provoca uma inflamação e essa inflamação vai matando os neurônios e nós vamos perdendo as nossas capacidades mentais. Esse processo ocorre com todos nós. Isso vai acontecendo sem que a pessoa perceba ou tenha algum sintoma, até atingir um limite crítico e a partir desse ponto os sintomas se iniciam e somente nesse momento o diagnóstico é feito.

Até hoje os tratamentos e as pesquisas estão focados em impedir a formação dessa placa ou em diminuir a placa, sem muito sucesso. Mas as novidades são bem legais quando pensamos em comportamento. Mesmo que uma pessoa tenha os genes para o desenvolvimento do Alzheimer essa pessoa não está fadada a desenvolver essa doença.

Mas o que pode mudar isso? Comportamento. Perfeito porque o comportamento todos nós podemos mudar, independentemente da situação financeira, cultural, social, civil e qualquer outra possível. É só querer. Primeiro é importante saber que existe uma forte correlação entre o desenvolvimento do Alzheimer e doenças cardíacas, então todos os cuidados para evitar cardiopatias estão valendo também.

Mas vamos aos hábitos que podem evitar a enfermidade. Esses comportamentos são baseados na neuroplasticidade dos neurônios. Quer dizer, nós somos capazes de fazer novas conexões. Cada vez que nós aprendemos algo novo, novas conexões são feitas.

Aprender uma nova língua, conhecer novas pessoas, ler livros, viajar para lugares desconhecidos, enfrentar novos problemas, fazer exercícios. Todas essas atividades são capazes de criar novas conexões. Assim, por exemplo, se você tem apenas uma informação sobre uma pessoa que é um escritor, você sabe apenas o nome. Com a placa se formando nessa conexão, o nome dessa pessoa pode não mais ter sentido para você.

Ao ouvir o nome desse escritor, você não sabe mais do que se trata. Mas, se você leu livros sobre essa pessoa, você sabe também o que ela fez, onde mora, onde nasceu, quantos livros escreveu. Se uma conexão for perdida, ainda existirão outras que funcionarão e você ainda vai se lembrar dela ao ouvir o seu nome.
O importante é desafiar-se todo o tempo e viver sempre buscando novos conhecimentos e atividades. Todos nós vamos morrer um dia e isso é certo, o importante é chegar até esse dia desfrutando o máximo da vida.

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Ivani Manzo
Ivani Manzo
Dra. Ivani Manzo é doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Em 2010 iniciou seus estudos em Life Coach e desde então trabalha ajudando as pessoas a alcançarem seus objetivos.
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