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Vice-presidente escapa ileso de ação suicida no Afeganistão

Um ataque suicida ocorrido em frente à principal base militar dos EUA no Afeganistão matou ao menos quatro pessoas nesta terça-feira(27). O suposto alvo do ataque era o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, que visitava o país e escapou ileso da ação terrorista.

Após reunir-se com o presidente afegão, Hamid Karzai, Cheney deixou o Afeganistão.

Há relatos conflitantes a respeito do número de vítimas no ataque. Um policial afegão afirmou ter visto 15 mortos no local, incluindo três soldados dos EUA, além de mais 12 feridos. No entanto, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contabilizou quatro mortos –entre eles, um soldado dos EUA e um sul-coreano que integrava as forças de coalizão.

Syed Jan Sabawoon/Efe

O líder afegão Karzai (à esq.) ao lado do vice dos EUA, Dick Cheney
A milícia Taleban [que controlava o Afeganistão até 2001, quando foi expulsa do poder após a invasão das forças lideradas pelos EUA] reivindicou a responsabilidade pela ação, afirmando que o suicida sabia que Cheney visitaria a base aérea Bagram, a 60 km de Cabul.

“Nós desejávamos alvejar Cheney”, afirmou o porta-voz do Taleban, Mullah Hayat Khan, por telefone à agência Reuters de um local não-identificado.

Apesar do ataque, Cheney manteve o plano de se reunir com Karzai em Cabul. A reunião estava marcada para segunda-feira, mas foi adiada para hoje.

Karzai e Cheney ficaram reunidos por cerca de 50 minutos no palácio presidencial, antes de integrarem uma segunda reunião ao lado de assessores e outros membros dos governos.

A visita do vice americano ao Afeganistão ocorre pouco depois de os EUA alertarem que a rede terrorista Al Qaeda e a milícia Taleban estariam se reorganizando em solo afegão e paquistanês. Os EUA mantêm cerca de 27 mil soldados no Afeganistão, onde afirmam que derrotar o Taleban é “vital”.

Violência

O ano passado foi o mais violento no país desde a invasão dos EUA, em 2001. A ação militar ocorreu depois que o governo Taleban recusou-se a entregar ao governo americano o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, a quem se atribui os ataques de 11 de setembro de 2001.

Abastecidos por dinheiro vindo das plantações de papoula para a produção de ópio, a milícia Taleban acirrou sua campanha de ações suicidas no Afeganistão. Até 2005, tais atentados somavam apenas 21, mas saltaram para 139 em 2006. Cerca de 4.000 pessoas morreram.

O governo afegão e seus aliados estrangeiros entraram em violentos confrontos com insurgentes nas últimas semanas, enquanto a neve do inverno rigoroso cobre o país.

No Paquistão, Cheney pressionou o presidente Pervez Musharraf por mais ação para combater o uso do território paquistanês para abrigo e treinamento de talebans.

Segundo a rede ABC, o vice-diretor da CIA [inteligência americana], Stephen Kappes, relatou que Musharraf possui informações a respeito do ressurgimento da Al Qaeda no Paquistão.

As evidências da CIA incluiriam fotos de satélite que apontam novas bases da Al Qaeda em diversas regiões da Província do Waziristão, localizada na fronteira afegã com o Paquistão.

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