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Venezuela confirma prisão de brasileiro ao Itamaraty

O brasileiro Jonatan Moisés Diniz, de 31 anos, que estava desaparecido desde o dia 26 de dezembro tornou-se mais um preso político naVenezuela acusado de conspiração contra Nicolás Maduro. Nesta sexta-feira, 5, o governo venezuelano confirmou ao Itamaraty a detenção do brasileiro que está sendo mantido em um edíficio de segurança no país, infirmação divulgada em nota ao G1.

A família de Diniz é de Santa Catarina e estava sem notícias do brasileiro desde o final de dezembro. Diniz foi detido sob a acusação de promover atividades contra o governo deNicolás Maduro, mas os familiares defendem que não há motivos para a prisão, uma vez que ele estaria no país realizando trabalhos sociais.

O governo venezuelano não detalhou exatamente o paradeiro e o motivo da prisão, mas informou que Jonatan está bem. O consulado brasileiro aguarda autorização para visitar Jonatan, o que deve ocorrer ainda nesta sexta.

Diniz é designer gráfico e mora atualmente em Los Angeles, na Califórnia, mas teria viajado pelo menos quatro vezes para a Venezuela nos últimos dois anos e no início de 2017 ficou por dois meses morando em Caracas. No final do ano retornou à Venezuela onde estava ajudando famílias carentes para passar o Natal.

Segundo as autoridades venezuelanas, Diniz foi preso durante uma ação de distribuição de comida e de roupas. As denúncias foram feitas na noite do dia 27 por Diosdado Cabello – figura forte do chavismo – em seu programa de TV semanal.

Para a Venezuela, a CIA estaria envolvida nas supostas atividades do brasileiro contra o governo de Hugo Cháves. Segundo ele, a ONG que o brasileiro lidera entrega alimentos e itens básicos a moradores de rua para obter financiamento para grupos que o governo venezuelano classifica como terroristas.

Em nota à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores informou que desde o início da busca, o Consulado-Geral do Brasil em Caracas entrou em contato com as autoridades policiais venezuelanas expressando preocupação e pedindo informações sobre a presença do cidadão brasileiro na Venezuela, bem como sua situação jurídica e autorização para visita consular, nos termos da Convenção de Viena sobre Relações Consulares, da qual os dois países são signatários. Até o momento, as autoridades policiais não responderam, apesar dos reiterados pedidos brasileiros, formalizados por notas diplomáticas.

População carente

Em dezembro de 2017 Diniz voltou ao país e começou a divulgar e pedir doações para a ONG Time to Change the World – um grupo que não tem site e cujas contas nas redes sociais têm menos de dois meses. Em uma postagem daquele mês, o jovem escreveu que a Time to Change the World era “uma ONG que conectava todas as ONGs do mundo, espalhando comida, remédios, brinquedos e uma nova e saudável filosofia”. Ele pedia doações para poder ajudar o Natal de 600 famílias venezuelanas. Ele chegou a reclamar nas redes sociais sobre a atual pobreza enfrentada por milhares de famílias no país.

O caso deve aprofundar a crise diplomática entre Brasil e Venezuela. No dia 23, Maduro expulsou o embaixador brasileiro Ruy Pereira, que já estava no Brasil e não retornou a Caracas – em resposta, o governo brasileiro também expulsou o representante venezuelano em Brasília.

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