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Tsunami: novos dados mostram que amplitude do terremoto foi maior do que se imaginava

O terremoto que originou o maremoto que arrasou a costa de mais de dez países asiáticos e africanos em 26 de dezembro do ano passado causou oscilações em toda Terra e foi mais violento do que se acreditava, de acordo com estudos divulgados nesta quinta-feira na revista “Science”. Os novos e dramáticos dados mostram que o terremoto criou a maior ruptura geológica e foi o abalo mais duradouro já observado. O sismo produziu um corte de mais de 1.200 quilômetros no fundo do mar e produziu energia equivalente à consumida nos EUA em mais de seis meses.

“Normalmente, um pequeno terremoto pode durar menos de um segundo, um sismo moderado pode se prolongar por uns poucos segundos. Esse terremoto durou entre 500 e 600 segundos (ao menos dez minutos)”, disse à CNN Charles Ammon, professor de geociências da Penn State University.

Essas oscilações ficaram registras em mais de 400 sismógrafos de todo o mundo nos primeiros 20 minutos, e o movimento que elas causaram deslocou estruturas rochosas a mais de 1.300 quilômetros de distância.

O conseqüente maremoto ou tsunami foi produzido em dezembro sobre a costa de nações à margem do Oceano Índico, incluindo Indonésia, Malásia, Índia e Sri Lanka, onde foram registradas cerca de 300 mil mortes.

De acordo com Jeffrey Park, do Departamento de Geologia e Geofísica da Universidade de Yale, as oscilações permitiram aos cientistas estudar as características do terremoto, assim como as da própria Terra.

A primeira ocasião em que foram registradas oscilações provocadas na Terra por um terremoto foi através dos dados dos sismógrafos que captaram a fúria do sismo que castigou o Sul do Chile em maio de 1960.

Park acrescentou que agora, com dados mais precisos, o terremoto de dezembro poderá ajudar a resolver várias controvérsias sobre as placas tectônicas do planeta.

Em outro estudo publicado na “Science”, cientistas do Instituto Wadia de Geologia do Himalaia e do Instituto Geológico dos EUA assinalaram que o terremoto submarino de dezembro foi muito mais violento e demorado do que se pensava até agora.

Com base em dados proporcionados por estações do Sistema de Posicionamento Global (GPS), os especialistas determinaram que a magnitude foi de 9,15 graus na escala Richter e não de 9 graus, como se sustentava.

Segundo ele, grande parte do movimento que se produziu na falha do sismo continuou durante um tempo que oscila entre 30 minutos e três horas depois do primeiro impacto.

Roland Bßrgmann, professor de ciências planetárias e da terra na Universidade da Califórnia, isso poderia explicar a razão pela qual o dano estrutural do terremoto foi menor do que o esperado.

Também explicaria o motivo pelo qual em algumas partes o movimento sísmico tenha sido registrado depois do maremoto e mais de meia hora depois do sismo inicial.

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Gazeta Admininstrator
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