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Tribunal nos EUA discute teoria alternativa à evolução

Um tribunal nos Estados Unidos começou nesta segunda-feira o julgamento de uma ação movida por onze pais de alunos para evitar a inclusão, nas aulas de biologia, de uma alternativa à teoria da evolução – a do design inteligente.
Os pais alegam que esta teoria é religiosa e, portanto, não é científica. Por isso, a sua inclusão nas aulas de biologia nas escolas da área de Dover, no Estado americano da Pensilvânia, é inconstitucional pois contraria o princípio de separação de Igreja e Estado.

A teoria argumenta que o desenvolvimento da vida é tão complexo que deve ter sido supervisionado por um poder superior.

Ao contrário do criacionismo, ela não segue a cronologia da Bíblia, especulando que o criador não é necessariamente o Deus bíblico. Alguns de seus teóricos dizem até que o poder superior pode ser um ser extraterrestre.

As autoridades educacionais da área de Dover exigem que os professores de Ciências digam aos alunos que a teoria da evolução é apenas mais uma, e não está comprovada.

Durante mais de cem anos, a Biologia aceitou a idéia de Charles Darwin, de que a evolução das espécies se deu através de mutações e seleção natural.

Os mecanismos de evolução são totalmente naturais, não havendo um papel para um ser superior.

E todos os novos avanços científicos – até a descoberta do código genético – se encaixaram com facilidade nos princípios de Darwin, segundo o comentarista de Ciências da BBC, Roland Pease.

O caso vem causando grande polêmica nos Estados Unidos. O presidente da Associação Americana para ao Avanço da Ciência, Alan Leshner, disse que a alternativa apresentada pelas autoridades educacionais “não é nem uma teoria”.

O design inteligente vem sendo ensinado em escolas de 20 Estados americanos.

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Gazeta Admininstrator
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