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SP teve alagamentos até de manhã; previsão é de temporal à tarde

O temporal que atingiu a cidade de São Paulo na tarde de segunda-feira (4) foi tão intenso que grande parte dos alagamentos provocados por ele duraram até a madrugada e a manhã desta terça, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da prefeitura. No final desta manhã, havia garoa, e a previsão era de mais chuvas fortes, até o final da tarde.

Entre a tarde e a noite de segunda, o CGE registrou 52 alagamentos e o Corpo de Bombeiros atendeu 17 ocorrências de pessoas ilhadas –principalmente dentro de casas e carros.

Um deficiente físico precisou ser socorrido dentro do carro na avenida José Maria de Faria, na Lapa. Uma mulher subiu em cima do carro para não se afogar na rua Coriolano, na Vila Romana. No Butantã, bombeiros tiveram de socorrer mãe e filha dentro de casa –a mulher estava com água até a cintura, na rua 23 de Outubro.

Na marginal Tietê, as quatro bombas hidráulicas da ponte das Bandeiras, no sentido Castello Branco, tiveram uma sobrecarga e pararam de funcionar ainda à tarde. Segundo a Secretaria das Subprefeituras, as bombas estavam funcionando manualmente à noite e passariam por uma manutenção.

Outra pane foi provocada pela água. O sistema de ventilação do túnel Ayrton Senna 1, na região do parque Ibirapuera, parou, e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) precisou realizar uma operação comporta para garantir que os motoristas não parassem dentro do túnel, sob pena de sentirem-se mal pelo acúmulo de fumaça.

Na Vila Sônia, o córrego Pirajussara transbordou e inundou ruas e imóveis. Pelo menos seis árvores caíram. Na zona sul, uma atingiu um carro, na avenida Atílio Innocenti, e outra atingiu a fiação, na rua Cancioneiro de Évora.

Sem explicação

O prefeito Gilberto Kassab (PFL) disse que a prefeitura tomou medidas para prevenir enchentes, como limpar bueiros e bocas-de-lobo e garantir o desassoreamento dos piscinões, mas que as chuvas dos últimos dias superam as de todos os anos anteriores. “Em novembro choveu 50% a mais do que a média histórica do mês e três vezes mais do que em 2005.”

Procurado, o governador eleito, José Serra (PSDB), não quis se manifestar sobre o temporal. Ele estava no escritório da transição, na região central. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que passou a tarde no escritório do Instituto Teotônio Vilela, na zona oeste, não respondeu aos recados.

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Gazeta Admininstrator
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