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Série '7 X Bossa Nova' conta a história do movimento em sete programas

Se Tom Jobim e Vinícius de Moraes fossem vivos, seriam necessários pelo menos mais uns dez capítulos da série “7 X Bossa Nova” para satisfazer os saudosistas. Produzidos pela Giros e com curadoria dos jornalistas e escritores Nelson Motta e Ruy Castro, estréia nesta quinta-feira, e será reapresentado até 8 de maio, no canal a cabo DirecTV, o primeiro dos sete programas que documentam a trajetória do movimento musical nascido no final dos anos 50 e que até hoje é referência no Brasil e no mundo. Tanto que foi preciso uma pesquisa apurada para recuperar imagens já consideradas perdidas.

– Não encontramos muitas imagens do período que compreende 1958 e 1964. O Brasil não tem uma tradição de preservação audiovisual. Tivemos que pesquisar na Itália, França e até no Japão, mas foi nos Estados Unidos que encontramos uma quantidade enorme de material – diz Belisário Franca, diretor da Giros, prometendo novidades: – Temos algumas imagens inéditas. Uma delas é do João Gilberto tocando piano com João Donato.

O primeiro episódio, chamado “A revolução musical”, conta como começou e se consolidou o movimento, ressaltando Johnny Alf como um de seus fundadores. Apesar de o lançamento em 1959 do LP “Chega de saudade”, de João Gilberto, ser considerado o marco inaugural da bossa nova, nesse mesmo ano, um pianista negro era apresentado por Ronaldo Bôscoli em um show na Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro como um artista que já compunha Bossa Nova há dez anos.

– Quando estourou o movimento, eu simplesmente senti que fazia parte daquilo – relembra Alf, hoje com 75 anos, autor dos sucessos “Rapaz de bem”, “Eu e a brisa” e “Ilusão à toa”.

A série “7 X Bossa Nova” alterna entrevistas, exibição de vídeos e fotografias com shows. Entre os entrevistados estão o produtor André Midani, a cantora Bebel Gilberto, o cineasta Cacá Diegues, o baterista do Titãs e pesquisador musical Charles Gavin, o músico Ed Motta, o produtor João Marcelo Bôscoli (filho de Elis Regina), o compositor Ronaldo Bastos e o jornalista Tárik de Souza. Nos shows marcam presença artistas da velha geração como Roberto Menescal, Marccos Valle, Carlos Lyra, João Donato, Celso Fonseca, Wanda Sá e Joyce, além de Johnny Alf. Da turma de jovens influenciados pela música dos pais estarão no vídeo a banda Bossa CucaNova e Donatinho.

– A bossa nova foi o movimento que mais se beneficiou com o crescimento da música eletrônica. Ela está sendo toda revista em uma nova linguagem. Essa mistura de bossa nova com drum’n’bass soa muito natural – diz o compositor, escritor e pesquisador Nelson Motta, referindo-se ao estilo adotado pelo grupo Bossacucanova.

Os próximos episódios da série são: “A bossa nova e o mar”, com show e entrevista de Roberto Menescal, Wanda Sá e Bossacucanova, mostra Ipanema e Copacaba como palco para a invenção do ritmo; “A bossa nova e a mulher”, com Marcos Valle, aborda a renovação do conceito de mulher nas letras da música popular brasileira; “A arte do encontro”, com Carlos Lyra, apresenta as parcerias memoráveis; “A bossa nova e os músicos”, que tem João Donato e Joyce, reúne histórias de instrumentistas importantes da bossa nova; “Bossa que segue”, com Celso Fonseca e Bossacucanova, fala sobre as novas vertentes; e “Bossa nova ontem hoje e sempre” homenageia os grandes João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

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Gazeta Admininstrator
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