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Senado “enterra” projeto de imigração

O projeto de lei de reforma migratória estagnou novamente no Senado, depois que o plenário rejeitou, na quinta-feira(28), a possibilidade de limitar o debate sobre a iniciativa, após votação que terminou em 46 votos a favor e 53 contra.

O projeto, que contava com o apoio do presidente George W. Bush e precisava de 60 votos para reduzir o debate a 30 horas, fica sem mais possibilidades de ser colocado em prática, já que o líder da maioria democrata, Harry Reid, disse que o retiraria se não conseguisse o respaldo necessário.

Tanto senadores que respaldaram o projeto, quanto aqueles que o criticaram desde o início, disseram ser pouco prová-vel que o debate seja retomado antes de 2009, quando houver um novo presidente e um novo Congresso.

Esta é a segunda vez que o plenário da Câmara Alta vota contra limitar o debate sobre a reforma, visto que no último dia 7 de junho tinha sofrido o mesmo revés, com a diferença de 45 votos a favor e 50 contra.

Os legisladores tinham destacado durante o debate prévio que se a iniciativa não passasse, não haveria outra possibilidade igual para aperfeiçoar o sistema migratório do País, que é de 1986, quando foi aprovada uma anistia para cerca de três milhões de imigrantes ilegais.

Se seguisse em frente, o projeto de lei se transformaria na primeira reforma migratória em duas décadas e estabeleceria um novo marco legal para os mais de 12 milhões de imigrantes ilegais que, pelos cálculos, vivam nos EUA.

Além disso, a iniciativa previa reforçar a segurança nas fronteiras com a injeção de $4,4 bilhões, estabelecer um programa de trabalhadores temporários e criar um sistema para que as empresas comprovassem o status legal de novos empregados.

Também contemplava o estímulo a um sistema de pontos, com prioridade para quem viesse a pedir residência perma-
nente e tivesse alto nível educacional e habilidades profissionais especiais, ao invés de dar ênfase a seus vínculos familiares, como é feito até agora.

A votação foi uma derrota para Bush, que apoiou o projeto. Ele reconheceu as imperfeições da proposta, mas a conside-rou necessária para resolver em parte os problemas causados pela imigração ilegal.
Depois da votação, Reid, visivelmente afetado pela derrota, agradeceu o esforço feito por todos os senadores que tinham trabalhado no projeto, e concluiu que a lição para todos deve ser que é preciso “se trabalhar mais estreitamente juntos”.

Os vitoriosos na discussão foram os conservadores do Partido Republicano, que criticaram com vigor inúmeros itens do projeto, em particular a possibilidade de legalização de cerca de 12 milhões de indocumentados que já estão no País.

Os republicanos consideraram inconsistentes as propostas de fortalecimento da vigilância de fronteiras, que funcionariam como uma contrapartida à legalização dos indocumentados. “Os norte-americanos sentem que estão perdendo o seu país, diante de um governo que, ao que parece, carece da competência ou da capacidade para concretizar as coisas que prometeu fazer”, disse o senador republicano Bob Corker, nos momentos finais do debate.

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Gazeta Admininstrator
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