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Senado dos EUA aprova tratado com América Central

O Senado dos Estados Unidos aprovou o Tratado de Livre Comércio com a América Central e e República Dominicana, (CAFTA-DR, na sigla em inglês). Para virar realidade, no entanto, o acordo precisa passar pela Câmara dos Representantes.
Depois de 12 horas de debate, 54 senadores votaram a favor e 45 contra o acordo que vem sendo negociado há um ano.

A julgar pela votação, as escolhas não seguiram linhas partidárias, com um grupo de congressistas republicanos se unindo à grande maioria dos democratas para votar contra o acordo que oficializa preferências comerciais já existentes para muitos países da América Central.

A indústria açucareira é um dos setores que se opõem ao plano, alegando que vai prejudicar as suas vendas no mercado interno.

“Protecionismo”

“(O acordo) é importante porque vai determinar se será a vigorosa experiência do livre comércio, ou se serão os protecionistas que levantarão as suas murallhas ao nosso redor”, afirmou o senador republicano John McCain.

McCain comparou os argumentos contra o Cafta aos que foram apresentados poucos anos atrás, quando se negociava um acordo semelhante com o Chile.

O senador assegurou aos congressistas que as exportações americanas para o Chile em 2005 serão o dobro do que eram dois anos atrás. “Disso se trata o livre comércio.”

Até a votação desta quinta-feira, serores favoráveis e contrários ao tratado empreenderam uma verdadeira guerra de comunicação para defender as suas posições.

John McCain também mencionou o aspecto político envolvido no Cafta. “Nós vemos na América Latina um crescente ceticismo em relação à democracia. O Cafta tem o potencial de ilustrar o benefício que surge da democracia, economias de livre mercado em sociedade com os Estados Unidos”, disse McCain.

Já o senador democrata Richard Durbin argumentou que o Cafta só servirá aos interesses da indústria americana, arruinando as economías centro-americanas, particularmente no setor agrícola.

Durbin disse que o efeito imediato será o fluxo migratório de todos os cidadãos que perderem o emprego nos seus países para os Estados Unidos.

“A sua primeira escala será alguma cidade grande na América Central, como San José, na Costa Rica, ou qualquer outra. E quando não conseguirem encontrar trabalho nesse lugar, aonde se dirigirão? Ao Norte”, disse Durbin.

Apesar desse grande debate no Senado, os analistas acreditam que a verdadeira briga se dará na Câmara dos Representantes.

Honduras, Guatemala e El Salvador já ratificaram o tratado, o que significa que os novos termos entrariam em vigor assim que fossem aprovados pelo Congresso americano.

O Cafta pode ser a melhor prova do poder da Casa Branca para impulsionar acordos comerciais diante de divergentes interesses internos nos Estados Unidos. O acordo poderá dar uma idéia do quanto outros países podem esperar de Washington nas negociações da rodada de Doha, da Organização Mundial de Comércio (OMC).

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Gazeta Admininstrator
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