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Rogério Ceni entra para história.

O São Paulo foi a Belo Horizonte e arrancou um empate com o Cruzeiro, depois de estar perdendo por 2 x 0, firmando-se na liderança da série A do Campeonato Brasileiro. Melhor: com os dois que marcou ontem, Rogério Ceni tornou-se o goleiro com o maior número de gols marcados em todo o mundo, num total de 64, deixando para trás o paraguaio Chilavert, que tem 62.

Pressionado pelos resultados ruins — ganhou apenas três pontos dos últimos 21 que disputou —, o Cruzeiro começou o jogo com muita vontade, seguindo o desejo do técnico Oswaldo Oliveira, mas enfrentou um adversário também determinado e que não pareceu sentir a perda da Libertadores para o Inter, na quarta-feira passada. O resultado foi uma partida emocionante, em que a estrela do meia Wagner, que brilhou no início, foi ofuscada pelo excelente desempenho do veterano Rogério Ceni.

As duas equipes entraram no Mineirão dispostas a buscar a reabilitação. O Cruzeiro, em crise, precisava dar uma resposta à torcida. Oswaldo Oliveira não queria o Cruzeiro jogando com tanta elegância, mas com mais pegada. Ele foi atendido apenas no primeiro tempo.

O São Paulo, precisava vencer para mostrar que não se abateu com o vice-campeonato da Libertadores e também para antecipar a conquista simbólica do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Demonstrou essa intenção desde o início, mas foi superado, no primeiro momento, por um adversário motivado demais. Porém, teve futebol e concentração para buscar o empate.

Com o empate, o São Paulo chegou a 34 pontos e continua na liderança do Brasileiro, enquanto o Cruzeiro, que era líder no reinício do campeonato, após a Copa do Mundo, está agora em sétimo lugar, com 27 pontos. Na quarta-feira, o time mineiro enfrentará o Botafogo, no Maracanã. Já o São Paulo recebe o Paraná, no Morumbi.

O jogo
Obrigado a vencer para afastar a crise, o Cruzeiro partiu para o ataque logo no início do jogo, utilizando o lado esquerdo do seu ataque. E no primeiro minuto, o time mineiro já havia conseguido um escanteio e uma falta sobre Wagner. O Cruzeiro tomava a iniciativa, mas o São Paulo em seus contra-ataques levava perigo ao gol adversário. Foi assim, por exemplo, que Aloísio, de cabeça, obrigou Fábio a fazer sua primeira grande defesa antes dos primeiros cinco minutos.

Com a bola em jogo o Cruzeiro encaixou um rápido contra-ataque e chegou ao seu gol aos sete minutos. Wagner tocou a bola na esquerda para o ala improvisado Francismar, que avançou e bateu cruzado, levando sorte pois a bola desviou em Alex Silva e enganou o goleiro Rogério Ceni. O São Paulo sentiu o golpe e foi dominado nos minutos seguintes.

Aos poucos, no entanto, o time paulista foi se achando em campo e voltou a ameaçar o gol cruzeirense. Aos 13 minutos, Rogério Ceni cobrou falta de Élson em Danilo. A bola passou por cima do travessão, mas com perigo. Até os 30min, o time paulista já havia finalizado nove vezes, contra apenas quatro do Cruzeiro. Mas, na base do velho ditado de “quem não faz leva”, o Cruzeiro chegou ao seu segundo gol, aos 34 minutos, quando Wagner, que já destacava, deixou Michel livre para marcar.

Com a vantagem de 2 x 0, o Cruzeiro voltou a dar as cartas na partida, beneficiando-se da grande atuação do meia Wagner, que esteve servindo à Seleção Brasileira. O camisa 10 fez boa jogada individual e sofreu pênalti de Josué. Depois de muita reclamação dos sãopaulinos, Wagner cobrou, mas a estrela de Rogério Ceni voltou a brilhar e ele defendeu a tiro direto.

Três minutos depois, Rogério Ceni marcou o primeiro para o São Paulo, em perfeita cobrança de falta. Com esse gol, o camisa 1 do Tricolor entrou para a história, por ser o de número 63 da sua carreira, ultrapassando o paraguaio Chilavert, como o maior goleiro artilheiro do futebol mundial. Aos 44min, Ceni ainda salvou mais uma vez o seu time, ao defender cabeçada de Luizão.

É uma marca bacana , pena que o placar esteja dois para o adversário e só um para a gente, vamos tentar mudar isso no segundo tempo, afirmou Rogério Ceni, após o término do primeiro tempo.

O Cruzeiro voltou muito recuado e a pressão era toda do São Paulo. Aos oito minutos, Rogério Ceni teve outra oportunidade de cobrança de pênalti, mas errou o alvo, colocando por cima do travessão cruzeirense. O domínio seguia todo para os visitantes. Aos 13 minutos, o técnico Muricy Ramalho colocou em campo o atacante Thiago no lugar do ala Souza, para tornar o time ainda mais ofensivo.

A vontade de empatar demonstrada pelo São Paulo foi logo recompensada. Aos 14, Luizão fez pênalti em Aloísio, convertido por Rogério Ceni, transformando-se no nome do jogo e chegando ao gol de número 64 em toda a sua carreira e o quarto no atual Campeonato Brasileiro.

CRUZEIRO – 2
Fábio; Edu Dracena, Luizão e Gladstone (Júlio César); Michel, Élson, Sandro, Wagner e Francismar; Alecsandro (Élber) e Geovanni (Kerlon)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SÃO PAULO – 2
Rogério Ceni; Fabão, Alex Silva e Edcarlos; Souza (Thiago), Mineiro, Josué, Danilo e Lúcio; Leandro (Ilsinho) e
Aloísio (Alex Dias)
Técnico: Muricy Ramalho

Gols: Alex Silva (contra), aos 7, Michel, aos 35, e Rogério Ceni, aos 42 minutos do primeiro tempo; Rogério Ceni (pênalti), aos 15 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Mineiro, Edcarlos, Leandro, Michel e Kerlon
Renda: R$ 144.182,50
Público: 12.557 pagantes

Lancepress

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Gazeta Admininstrator
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