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Robinho pára a praia de Copacabana

A Praia de Copacabana recebeu os jogadores do Santos, ao cair da tarde desta segunda-feira, para o primeiro treino da equipe após o jogo com o Flamengo. A leve movimentação, com o objetivo de relaxar a musculatura dos atletas, poderia passar despercebida se alguns ambulantes não desviassem seu caminho para ver Robinho de perto e oferecer-lhe várias mercadorias à disposição na orla carioca. “A toquinha de crochê custa 5 reais, mas ele disse que não tinha dinheiro”, contou Marcos Afonso, de 43 anos. “Não fiquei chateado. Só pela atenção que ele me deu, valeu o dia.”

Para Ricardo Santos, de 27 anos, Robinho poderia ter experimentado “uns camarões no grelhados”, vendidos em espetinhos. “Ele não quis. Eu até esfreguei os olhos, nem acreditei que era o Robinho em pessoa.” O atacante do Santos batia bola com seus colegas de equipe e ia aos poucos chamando a atenção de banhistas e de quem caminhava pela calçadão do bairro. Lucivaldo Paulo, de 38 anos, deixou dezenas de cangas vistosas na areia e correu para tirar uma foto ao lado do ídolo.

“O cara é humilde. Ele me deu a maior atenção, coisa que eu não esperava.” Teve gente que não se conteve e invadiu a área do treino. O turista argentino Eusebio Mauri, um deles, fez questão de posar ao lado de Robinho. “Prefiro você ao Tevez”, disse o visitante, de 35 anos, recebendo aplausos da garotada que já cercava o atacante e sendo gentilmente afastado pelo segurança do Santos, Domingos Florindo. Até catador de latas deixou o serviço de lado para ver Robinho em ação. “Eu percebi o tumulto. Vim conferir. É o Robinho, rapaz, olha ele ali”, disse Dílson de Paula, de 32 anos, sem largar um enorme saco plástico, com dezenas de latinhas de cerveja e refrigerante. “Nem vou mais trabalhar, é o Robinho mesmo.”

“Vai aí uma água de coco geladinha, Robinho?”, perguntou o funcionário de um quiosque, num último esforço de agradar o craque. As recusas não contrariavam os vendedores. O assédio se estendeu até um grupo de pagode, que foi atrás do jogador cantando músicas de Zeca Pagodinho.

Entre todos os fãs cariocas de Robinho, ninguém saiu mais satisfeito da praia do que o estudante Jackson Kevin, de 18 anos. Ele ganhou um par de meias do atleta. “Vou guardar para sempre. Quando já atravessava a Avenida Atlântica para voltar ao hotel, Robinho recebeu uma nova manifestação de carinho. A dona de casa Jacira Soares de Souza o agarrou pelo pescoço e lhe deu um beijo no rosto. “Você é o filho que eu queria ter”, ela disse. Em seguida, levou os braços para cima e agradeceu a Deus pelo encontro.

Depois de atender a todos que lhe pediam autógrafos, Robinho falou da receptividade. “Fico feliz por isso. Todos aqui torcem por clubes rivais ao Santos e também por mim. É motivo de muito orgulho.” Robinho e a delegação santista viajam amanhã cedo para Santiago, onde o time enfrenta na quinta-feira o Universidad de Chile, em Santiago, pela oitava-de-final da Taça Libertadores da América. O técnico Alexandre Gallo admitiu que pode escalar Fabiano no ataque, deixando Deivid um pouco mais atrás. Ele afirmou que não inscreverá nenhum atleta para essa partida.

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Gazeta Admininstrator
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