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Rio vira vitrine da produção audiovisual ibero-americana.

Começou na quarta-feira(14), com a exibição de Carreiras, de Domingos Oliveira, o CineSul 2006 – Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo.

Havia, no Festival de Cannes deste ano, uma forte representação latino-americana, com filmes do México, da Argentina e do Paraguai distribuídos pelas diversas seções que compõem o mais importante evento de cinema planetário.

O melhor filme mexicano não foi Babel, de Alejandro González Iñarrítu, que ganhou o prêmio de direção, mas El Violin, de Francisco Vargas, que concorria à Caméra d´Or. Mais ao sul do Rio Grande, Hamaca Paraguaya, de Paz Encina, foi uma bela surpresa (e um filme de um radicalismo cênico de dar inveja a tantas concepções fajutas do que deva ser um cinema audacioso).

Começou na quarta-feira(14) no Rio o CineSul 2006 – Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo. É a 13.ª edição do evento que se iniciou em 1994, como uma mostra de filmes e vídeos dos países do Mercosul. O CineSul manteve este formato durante apenas dois anos. Na 3.ª edição, virou uma vitrine da produção audiovisual íbero-americana.

A realização é da Pulsar Artes e Produção, com curadoria da pesquisadora e professora Ângela José do Nascimento, assistida pelo também pesquisador Leonardo Gavina. O nome da produtora revela alguma coisa. “Sou muito ligada em astronomia”, explica Ângela, “mas pulsar não se refere só à estrela. Também se liga ao cinema latino que queremos e defendemos, um cinema ousado e pulsante, alternativo ao modelo de Hollywood que domina o mercado.”

Este ano, foram selecionados 17 longas e 70 vídeos de curta e média-metragem para a mostra competitiva do CineSul. Alguns longas despertam atenção especial – Al Otro Lado, do mexicano Gustavo Loza, sobre o tema das migrações; Chiche Bombon, do argentino Fernando Musa, sobre a história de amor entre uma mulher madura e o adolescente que a engravidou; e Las Vueltas del Citrillo, que marca a volta de Felipe Cazals.

Ele pertence à geração que revolucionou o cinema mexicano por volta de 1970. El Jardin de Tia Isabel, sobre o choque dos conquistadores com o Novo Mundo, permanece como uma das grandes obras do cinema latino. E Ângela acrescenta – o CineSul 2006 comemora os 20 anos da Escola de Los Baños, em Cuba, com uma homenagem ao montador Nelson Rodriguez. Também lembra os 70 anos de Oduvaldo Viana Filho com uma mostra de seus filmes.

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Gazeta Admininstrator
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