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Rentabilidade de empresa brasileiras supera a dos EUA

A rentabilidade das empresas brasileiras listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cresceu entre 2005 e 2006 e ultrapassou, pela primeira vez, o resultado das maiores companhias abertas dos Estados Unidos.

De acordo com estudo da empresa de informações financeiras Economática, o ROE (return on equity, que equivale ao produto entre o lucro de uma empresa e o valor de seus ativos) das 399 companhias de capital aberto nacionais passou de 11,87% em 2005 para 18,72% no ano passado, um avanço de 6,85 pontos percentuais.

Na mesma comparação, o ROE das 1.200 maiores empresas norte-americanas listadas em Bolsa evoluiu de 14,59% em 2005 para 15,07% em 2006 (crescimento de 0,48 ponto percentual no período).

A rentabilidade brasileira em 2006 significa que as empresas em média lucraram 18,72% do valor de seus ativos. Os ativos são os bens e os direitos que uma companhia possui.

Segundo Fernando Exel, presidente da Economática, é a primeira vez que a rentabilidade das companhias brasileiras (considerando-se todos os setores de atuação, industrial, financeiro e de serviços) ultrapassa a das norte-americanas.

“Até 2002, era praticamente impossível ser empresário no Brasil, diante de rentabilidades próximas a 6% sobre o patrimônio das empresas (época e que investimentos em renda fixa ofereciam retorno melhor). Por uma década, a rentabilidade das empresas brasileira foi medíocre, muito abaixo daquela obtida nos EUA. A partir de 2002, a rentabilidade de nossas empresas foi crescendo e, no ano passado, ultrapassou a dos americanos”, afirmou Exel.

Alguns fatores contribuíram para o resultado positivo, de acordo com Exel: a queda do dólar melhorou o resultado das empresas com dívidas naquela moeda; a expansão do crédito no Brasil aumentou significativamente o lucro dos bancos; e, principalmente, apesar do câmbio desfavorável, as empresas exportadoras tiveram resultados “esplêndidos”.

“O Brasil aproveitou o período em que houve um aumento brutal da procura por commodities, principalmente pela China, e isso refletiu-se nas empresas exportadoras. O Brasil produz e exporta commodities, enquanto os EUA, não”, avalia Exel, comparando a evolução dos dois países nos últimos dois anos.

Para que os resultados da rentabilidade de empresas brasileiras siga positivo, Exel alerta ser necessário que a demanda internacional por commodities siga alta, já que, segundo ele, a demanda interna brasileira não tem capacidade de garantir resultados tão expressivos quanto os do ano passado.

Ele considera, também, que a expansão da Bovespa nos últimos anos é muito bem embasada, e reflete os bons resultados das grandes empresas nacionais. “Se a valorização das ações chega hoje a quase quatro vezes os valores de 2003 é porque o lucro e os resultados das empresas também cresceu quase quatro vezes”, diz o analista. “A Bolsa não é um castelo de cartas pronto a cair”, afirma.

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Gazeta Admininstrator
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