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Prostitutas geraram tensão diplomática na 2ª Guerra

Novos documentos publicados pelos Arquivos Nacionais britânicos afirmam que o assédio das prostitutas de Londres sobre os soldados americanos quase estremeceram as relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial.
Militares dos Estados Unidos escreviam muitas cartas aos familiares contando que eram freqüentemente alvos das “mulheres da vida”.

Um documento da Scotland Yard, a polícia britânica, revela que o tema causava tanta preocupação nas autoridades que reuniões foram feitas para discutir a “crise” das prostitutas.

O governo britânico temia que, caso os alemães decobrissem a extensão do assédio feminino aos soldados americanos, os nazistas poderiam lançar uma campanha de propaganda questionando os valores morais das mulheres da Grã-Bretanha.

Por outro lado, o comando militar americano tinha preocupações com o contágio de doenças venéreas, e também pressionava por mudanças nas leis britânicas para facilitar a prisão de prostitutas.

‘Comportamento grosseiro’

O coronel WM Clark, um juiz federal americano que trabalhava como assessor jurídico do Exército dos Estados Unidos em Londres, ficou tão impressionando com a situação que marcou uma reunião com o procurador-geral britânico.

Um funcionário do Ministério do Interior disse na época: “As queixas (de Clark) são que há prostitutas demais, que o comportamento delas é muito grosseiro e que isso vem causando uma má impressão nos soldados americanos e em suas mães nos Estados Unidos”.

A Polícia Metropolitana de Londres discordava do Exército americano, afirmando que, em geral, eram os soldados que criavam problemas.

Num dos documentos tornados públicos esta semana, um responsável pelo policiamento da região do West End londrino descreve o comportamento das prostitutas na cidade nos tempos da guerra.

“Percebemos que elas se concentram ao redor de Piccadilly Circus e Coventry Street, muitas delas bebendo e se metendo em brigas até as primeiras horas da manhã.”

O texto traça diferenças entre os tipos de prostitutas que freqüentavam diferentes regiões de Londres.

As mulheres que trabalhavam na região de Burlington Gardens costumavam ser “bem caras”, enquanto em Piccadilly Circus ficava “um tipo mais baixo de prostitutas, que escolhem seus clientes de forma indiscriminada e são ladras contumazes”.

Os documentos revelam ainda que os soldados americanos famosos por utilizar os serviços das mulheres das ruas do centro de Londres ganhavam o apelido de Piccadilly Commandos.

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