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Posse de Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tomou posse de seu segundo mandato na quinta-feira (20) prometendo sanar a discórdia que dividiu o país por causa da guerra contra o Iraque.

Bush, que inicia seu segundo mandato com a popularidade mais baixa da história dos presidentes reeleitos, com exceção de Richard Nixon, disse em seu discurso de posse: “Temos divisões conhecidas, que precisam ser cicatrizadas para seguirmos adiante com grandes propósitos”.

O presidente se comprometeu com o avanço da democracia no exterior para “acabar com o domínio do ódio e do ressentimento.”

O discurso foi proferido num dia frio, de neve, diante de milhares de pessoas reunidas no Capitólio, e para uma audiência de milhões pela TV.

Ele ressaltou a importância dos aliados dos EUA, no momento em que muitos líderes mundiais, preocupados com uma segunda adminis-tração Bush, pedem que ele faça mais consultas a eles. “Todos os aliados dos Estados Unidos podem ter certeza: honramos sua amizade, confiamos em seu conselho e dependemos de sua ajuda”, disse.

Muitos líderes, isolados pela política exterior unilateral de Bush quanto à guerra do Iraque, preferiam que o republicano tivesse perdido as eleições. Desde sua vitória, vêm pressionando para que ele converse mais com eles antes de tomar decisões.

Pouco antes do discurso, Bush pôs a mão sobre a Bíblia e repetiu o curto juramento entregue a ele por William Rehnquist, juiz da Suprema Corte, que Bush pode ter de substituir em breve.
Depois do juramento, uma salva de 21 tiros marcou o ritual quadrienal, ao qual esteve presente a elite de Washington, incluindo funcionários do gabinete, juizes da Suprema Corte e parlamentares influentes. Entre estes últimos estava o homem derrotado por Bush na eleição de 2 de novembro, o senador democrata por Massachusetts John Kerry.

No discurso, Bush dirigiu-se aos democratas temerosos de que ele repita sua agenda conservadora do primeiro mandato. Ele disse que a causa da liberdade é capaz de unir o país, como ocorreu logo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, que definiram o tom de seu primeiro governo.
“Sentimos a unidade e a solidariedade de nossa nação quando a liberdade foi atacada, e nossa resposta veio como de uma única mão, de um só coração.”

NADA DE IRAQUE
Bush nem sequer chegou a citar o Iraque pelo nome no discurso. Só se referiu ao país ao dizer que, “enquanto regiões inteiras do mundo estiverem imersas no ressentimento e na tirania … a violência vai se acumular e se multiplicar em termos de poder de destruição, e atravessar as fronteiras mais seguras.”
“Só há uma força da história capaz de romper o domínio do ódio e do ressentimento e expor as pretensões dos tiranos, e recompensar as esperanças dos decentes e tolerantes – é a força da liberdade humana”, disse ele.

Também enviou um recado aos oprimidos: “Todos os que vivem sob a tirania e na desesperança podem ter certeza: os Estados Unidos não ignorarão sua opressão, ou perdoarão seus opressores.”

Os democratas encararam as declarações sobre a unidade do país com desconfiança, e disseram que suas atitudes serão a maior prova. Eles já se reúnem para combater as propostas de Bush de reformar o sistema de aposentadoria, além de outras metas domésticas.
“Acho que há quatro anos ficamos todos animados quando o presidente disse que queria ser um unificador, não um divisor. Não foi assim que funcionou. Desta vez ele não terá de concorrer à reeleição, e espero que ele busque esse tema: um unificador, não um divisor. Essa cidade precisa de um pouco de unidade”, disse à CNN o senador por Nevada Harry Reid, o líder democrata no Senado.

Houve vários protestos “antiposse”, incluindo uma passeata contra a guerra. Alguns espectadores planejavam dar as costas para Bush no tradicional desfile de posse.

O esquema de segurança da cerimônia foi extremamente rígido. A polícia ergueu barricadas de aço e fechou cerca de cem quarteirões da cidade.

Cindy Sheehan, cujo filho morreu em abril quando servia no Iraque, deixou sua casa na Califórnia e foi a Washington especialmente para protestar contra a posse. Ela disse discordar totalmente do clima festivo da cerimônia.
“É o momento mais impróprio, acredito, para comemorar. Poderíamos ter uma posse, mas vamos baixar o tom, porque haverá gente morrendo em outros lugares enquanto eles fazem festa esta noite”, disse ela ao programa “Good Morning America”, da ABC.

Mas a primeira-dama, Laura Bush, não concorda que a festa de 40 milhões de dólares seja excessiva. “Ela está centrada nos soldados. Acho que há um tom dessa posse que reconhece qual é nossa situação no mundo e que temos soldados em perigo,” afirmou ela.

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Gazeta Admininstrator
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