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Posição dos EUA pode fragmentar internet, diz comissária européia

A Comissária da União Européia para a internet, Viviane Reding, afirmou que a rede mundial de computadores pode se fragmentar caso os Estados Unidos não mudem sua postura de “xerife da internet” a abram mão do controle único da rede.

“Os Estados Unidos estão totalmente isolados e isso é perigoso”, disse Reding em uma entrevista em Londres.

“Imagine os brasileiros ou os chineses implantando sua própria internet. Isto seria o fim da história. Temo que possa haver uma fragmentação da internet, caso não seja fechado um acordo”, acrescentou.

A declaração sinaliza o fim do apoio total da União Européia aos EUA para a reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) em novembro, na Tunísia, que vai discutir a rede mundial de computadores.

Controle

A ONU tenta, nos últimos anos, estabelecer quem controla a internet. Este foi um dos pontos que gerou divisão entre os países na última Cúpula Mundial da Sociedade de Informação, em 2003, em Genebra. A segunda parte desta cúpula deve ocorrer em novembro, na Tunísia.

Atualmente um grupo baseado na Califórnia chamado Icann (Corporação da Internet para Nomes e Números Designados, em inglês) é o que existem de mais próximo a um grupo de controle da rede.

O grupo privado foi estabelecido pelo Departamento de Comércio Exterior para fiscalizar o uso de domínios na internet. Também gerencia como os programas de navegação e e-mail dirigem o tráfego na rede. O Icann iria obter a independência do Departamento de Comércio Exterior americano em setembro de 2006.

Mas, em julho de 2005, os Estados Unidos afirmaram que “vão manter seu papel histórico na autorização de mudanças ou modificações nos domínios e tráfego de arquivos pela rede”.

Países como o Brasil, China, Irã e vários outros do continente africano são contra este “controle” norte-americano, isolando os Estados Unidos para a cúpula de novembro.

Acordo

O tradicional aliado dos Estados Unidos, a União Européia, está tentando chegar a um acordo na cúpula de novembro.

“Existe um problema. Muitos países não gostam do fato de haver um país ligado ao organismo que, tecnicamente, controla a internet. Muitas nações gostariam de uma abordagem mais multilateral à questão”, disse Reding.

Há propostas da União Européia para algum tipo de fórum internacional para discutir os princípios para o controle da internet. A União Européia não pretende acabar com o Icann, o grupo continuaria com seu papel técnico atual.

No entanto, os europeus sugerem uma forma de permitir que países expressem suas opiniões a respeito de questões ligadas à rede. “Não temos a intenção de regulamentar a internet”, disse Reding, afirmando que os europeus preferem um “modelo de cooperação”, um fórum para discussão da rede mundial de computadores.

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