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Portugal quer mais investimentos e menos imigrantes do Brasil

Ao mesmo tempo em que pedirá que o governo brasileiro promova uma campanha de esclarecimento para conter o intenso fluxo de imigrantes do Brasil para seu país, o ministro das Relações Exteriores de Portugal, Diogo Freitas do Amaral, tem uma missão, no mínimo, inusitada em se tratando da forte ligação histórica entre brasileiros e portugueses. Em sua primeira visita oficial a um país fora da União Européia desde que assumiu, em março deste ano, Freitas do Amaral vai dizer aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e ao chanceler Celso Amorim que os investidores do Brasil devem prestar mais atenção em seu país e aumentar seus investimentos. Atualmente, os valores não passam de US$ 200 milhões por ano, em média.

– Minha mensagem é que Portugal quer maior presença de investimentos brasileiros. Investimos muito no Brasil e agora queremos reciprocidade – disse o ministro.

Ele lembrou que o Brasil não tem tradição de investir fora da América Latina. Mas argumentou que, indo para Portugal, as empresas brasileiras teriam uma série de vantagens, entre incentivos fiscais e tributários, o acesso ao mercado europeu e, principalmente, facilidades adicionais por causa da língua portuguesa. Os investidores contariam, por exemplo, com os programas em vigor para incentivar o ingresso de investimentos estrangeiros.

– Precisamos de um choque de investimentos e o Brasil lidera uma lista de países com a qual trabalhamos – afirmou.

Segundo ele, o pico de investimentos portugueses no Brasil foi na época mais forte da privatização, em 1999 e 2000, com US$ 2,409 bilhões e US$ 2,633 bilhões, respectivamente. Em 2004, no entanto, o valor investido ficou em US$ 571 milhões. Para Freitas do Amaral, a tendência é de que esse montante volte a crescer, tendo em vista, especialmente, o grande interesse de turistas de Portugal no Nordeste brasileiro.

– O Nordeste é a grande coqueluche dos turistas portugueses. Pelo menos 60 mil portugueses visitaram o Nordeste no ano passado – disse ele, acrescentando: – Além disso, a EDP do Brasil vai participar da construção de quatro novas hidrelétricas e os investimentos totais do grupo devem chegar a US$ 3 bilhões. O grupo Espírito Santo investiu US$ 500 milhões no Bradesco. E estamos interessadíssimos nas PPPs (as parcerias público-privadas) – enfatizou o ministro.

De acordo com Freitas do Amaral, de forma geral os investimentos brasileiros em Portugal se concentram em infra-estrutura. Um exemplo disso é a presença das construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht naquele país. Os portugueses, revelou, estão particularmente interessados em investimentos nas áreas de informática e tecnologia. Ele admitiu que essa urgente necessidade de investimentos se deve, entre outras razões, ao fato de o fluxo de capitais da Alemanha terem despencado nos últimos anos.

O ministro aproveitou para desmentir a versão veiculada na mídia portuguesa de que o governo de seu país teria ficado enciumado com o fato de a Agência Brasileira de Promoção das Exportações (Apex) pretender instalar um escritório comercial em Madri, na Espanha, e não em Lisboa.

– Essa notícia saiu na mídia portuguesa com um ar de escândalo, como algo dramático e não é verdade – assegurou.

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Gazeta Admininstrator
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