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Por que nos viciamos mais em chocolate do que em lasanha se os dois são deliciosos?

O vício por chocolate é tão comum que ser chocólatra traz cumplicidade entre as pessoas. É acolhedor encontrar chocólatras, pessoas que compartilham de um imenso prazer em comer o doce mais proibido, o chocolate.

Mas mesmo existindo outros alimentos deliciosos também não ouvimos falar em “lasanhólatras” ou pizzólatras, ouvimos? E, vamos combinar que são deliciosas. O que existe de tão especial no chocolate e nos doces em geral?

O que existe de fato não está nos doces, mas está no nosso corpo, espalhado por todo corpo, por dentro de nós. Na verdade, podemos detectar o “sabor” doce mesmo fora da cavidade bucal.

Todos nós aprendemos na escola que na nossa boca existem estruturas que percebem o sabor dos alimentos, doce, amargo, salgado, azedo e umami. Umami? Nossa esse não é famoso. Sem desviar muito do nosso assunto, mas explicando rapidamente, umami é um sabor identificado na presença do glutamato, um sal muito usado na culinária japonesa. Lembra do Ajinomoto? Então é ele.

Voltando ao doce, identificar esse sabor na nossa boca, indica a presença de um alimento rico em energia e isso sempre foi, e continua sendo, muito importante para a manutenção da vida.

Então, este é o grande motivo de gostarmos tanto dos doces; nós sabemos que eles trazem muita energia e isso influencia muito o nosso comportamento alimentar. Acontece que essa percepção se desenvolveu em uma época que não havia o açúcar refinado; atualmente, a maioria dos alimentos tem uma grande concentração de açúcares.

Mais recentemente esse tipo de detector do sabor doce foi descoberto em vários lugares do nosso corpo, nos intestinos, no estômago, na bexiga, no cérebro e eles podem detectar também tudo que tem sabor doce, como os adoçantes. E isso não parece ser bom.

açúcar (e o adoçante também) que nós comemos vai, dentro do nosso corpo, influenciar muito o nosso metabolismo; ou seja, como nós funcionamos. Por exemplo, no estômago a percepção do doce diminui a liberação da grelina, o hormônio que causa sensação de fome, o que não acontece com o sabor amargo. As pesquisas ainda indicam que há influência na liberação da insulina e de outros hormônios, ou seja, há muita coisa ainda para ser descoberta.

Outra linha de pesquisa, que estuda o vício em alimentos, mostra que o sabor doce vicia mais que os outros sabores. Parece que este sabor ativa o centro da saciedade e do prazer em nosso cérebro. Isso mesmo: comer doce dá mais prazer que outros sabores.

O que ambas pesquisas ressaltam é que o sabor doce dos adoçantes artificiais pode estar causando profundas modificações no nosso metabolismo. Modificações que nem temos ideia ainda quais sejam, já que nem sabemos como realmente funcionam todas essas estruturas e quais suas ações. Para mim, a melhor escolha é dar preferência aos alimentos naturais com baixa concentração de açúcar, quando comparados aos industrializados. E quanto ao chocolate…às vezes, é bom.

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Ivani Manzo
Ivani Manzo
Dra. Ivani Manzo é doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Em 2010 iniciou seus estudos em Life Coach e desde então trabalha ajudando as pessoas a alcançarem seus objetivos.
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