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População carcerária cresce sem parar

Um relatório publicado pelo Bureau de Estatística Judiciais (BJS) do Departamento de Justiça, divulga a expansão da vasta população carcerária nos EUA. Quase 2,2 milhões de pessoas estão atrás das grades. Este número cresce a uma taxa insustentável.

De acordo com o relatório intitulado “Prisioneiros em 2005”, havia 2.193.789 pessoas encarceradas no país até dezembro de 2005. Mais 4,1 milhões estavam presos temporariamente e cerca de 800.000 em liberdade condicional. Estes números totalizam mais de 7 milhões de pessoas – o que representa 1 em cada 32 norte-americanos adultos – que estariam sob algum tipo de supervisão do sistema carcerário, em dezembro do ano passado.
Desde que o governo decidiu tornar-se “duro contra o crime”, a população carcerária cresceu rapidamente. O maior crescimento ocorreu durante os governos Clinton e Bush, de acordo com o relatório.
A crise social, a polarização e o desaparecimento de oportunidades econômicas, observa o estudo, foram acompanhados por um crescimento no número de crimes menores e no do uso de drogas. Este último foi combatido ostensivamente pelo governo através da expansão do sistema carcerário e do aumento da imposição de sentenças obrigatórias para crimes não-violentos, como o porte de drogas.
Hoje, os EUA possuem a taxa de encarceramento mais alta do mundo. De acordo com o relatório do BJS, de cada 100.000 pessoas que vivem nos EUA, 737 estavam presas no final de 2005 – mais do que os 725 do ano anterior e do que os 605 em 1995. Em outras palavras, um em cada 136 homens, mulheres e crianças nos EUA está atrás das grades.
No ano passado, o maior crescimento da população carcerária ocorreu nas áreas mais pobres e rurais do país. Em 2005, na Dakota do Sul esta população cresceu 11%, em Montana 10,9% e em Kentucky, 10,4%. No total, a população carcerária do país cresceu por volta de 2%.
Tanto o racismo quanto a precariedade econômica têm sido responsáveis pela alta proporção de negros nas prisões. Dos homens negros de 25 a 29 anos, 8,1% estão presos atualmente. Comparativamente, 2,6% dos hispânicos e 1,1% dos brancos encontram-se nessa situação.
Em geral, os homens têm 13 vezes mais chances de serem presos do que as mu-lheres, atualmente. No entanto, isto vem se transformando lentamente. O número de mulheres presas cresceu 2,6% no ano passado, enquanto a taxa para os homens foi de 1,9%. Desde 1995, o número de presos do sexo masculino cresceu 34%, enquanto que para o sexo feminino, a taxa de crescimento foi de 57%. Tal fato tem sido atribuído à imposição de sentenças mais duras a crimes como uso de drogas, e crime de associação- muitas mulheres estão atrás das grades simplesmente por namorarem ou serem casadas com homens acusados de ser portadores de drogas.
O número de pessoas em prisões militares, aumentou a uma taxa três vezes maior em comparação ao aumento ocorrido dentro das outras prisões, no ano de 2005. Apesar de o número de presos militares ser relativamente pequeno – por volta de 2.300 – seu crescimento foi acentuado: 6,7%.
As penitenciárias representam um grande negócio – a indústria movimenta sozinha $40 bilhões por ano. Os sistemas carcerários estaduais superlotados começaram a buscar a parceria com empresas privadas no alojamento de presos. O número de pessoas nessas prisões privadas também cresce rapidamente. Durante o ano de 2005, o número de presos federais nessas condições cresceu 9,2% e o de estaduais, 8,8%. Cerca de 107.000 presos no país estão em prisões-empresas. Além disso, muitas prisões contratam serviços, como alimentação, higiene e vestuário.
Nos Estados Unidos, encontram-se níveis de desigualdade social de proporções únicas e históricas. Atualmente, nos EUA, vive um maior número de bilionários do que em todo o resto do mundo – mais da metade da população bilionária do mundo. Pouco mais de quatrocentas destes bilionários controlam mais de $1,25 trilhão.

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Gazeta Admininstrator
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