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Polícia faz jogo de gato e rato com imigrantes

A polícia de Panama City Beach, na Flórida, desenvolveu uma técnica para prender imigrantes ilegais que está gerando uma série de críticas. Agentes de patrulha chegam a áreas de construção civil com os carros de polícia e, simplesmente, esperam para ver quem corre. Os que fogem são perseguidos e detidos sob acusações como invasão de propriedade alheia, por esconder-se em terreno privado e, se estiverem de carro, por excesso de velocidade ou direção perigosa.

Autoridades do departamento de Imigração são então contactadas, a fim de que verifiquem o status do imigrante. “Não é errado que eles corram, mas também não é errado que nós os persigamos”, disse o Xerife Frank McKeithen, criador da Illegal Alien Task Force, que começou a funcionar em abril, tendo como alvo áreas de construção civil no Condado de Panhandle, na Flórida.

Defensores dos direitos dos imigrantes qualificam a técnica como repugnante e constitucionalmente questionável.
O resultado é que os imigrantes indocumentados estão deixando a cidade e os construtores estão preocupados com a falta de mão-de-obra. Panamá City vive, hoje, um boom de construções, como resultado da substituição de pequenos motéis por condomínios de classe alta.

O Xerife afirma que as batidas são feitas com base em uma lei da Flórida que proíbe que empregadores contratem, cons-cientemente, imigrantes indocumentados. O departamento do Xerife local tem conduzido dezenas de batidas semelhantes nos últimos três meses, algumas vezes utilizando cinco ou seis carros de patrulha, e já denunciou à Imigração mais de 500 pessoas.

“A entidade Mexican American Legal Defense Fund está investigando as prisões por considerar que o fator de intimidação é de grande preocupação”, afirmou Elise Shore, conselheira regional da organização.
McKeithen afirmou que, recentemente, seus agentes têm realizado menos prisões e se concentrado em pedir aos empregadores que apresentem a documentação de trabalho de seus empregados. Somente ,então, afirma o Xerife, é que são presos aqueles cuja documentação apresenta sinais de fraude.

Diversos indocumentados afirmam que não têm conseguido trabalho na cons-trução civil nas últimas seis semanas, por causa das batidas. “Nós, imigrantes, estamos deixando Panama City. As pessoas têm medo de serem deportadas e as empresas não querem contratar ilegais”, disse Jose Madrid, de 28 anos.

O incorporador Louis Breland, que está concluindo a primeira fase de um projeto de condomínios avaliado em $750 milhões, diz que não é possível trabalhar sem a mão-de-obra imigrante. “É impossível sem eles para pintar, trabalhar com aço, vigas e concreto. Os imigrantes são os melhores trabalhadores. Sem eles, o custo de construção seria 10 vezes mais alto e nada seria construído”, disse.

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Gazeta Admininstrator
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