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Polícia dispersa protesto em imediações do G8

A polícia dispersou centenas de manifestantes que pularam cercas de arame farpado na parte externa do isolamento de Gleneagles e chegaram ao último bloqueio que divide os manifestantes da área onde os líderes do G8 estão se reunindo nesta semana.
A operação desta quarta-feira levou mais de uma hora e meia, e houve alguns confrontos entre os manifestantes e policiais do lado de fora da cerca, mas nada comparado com os violentos choques de segunda-feira em Edimburgo.

Policiais tiveram de ser deslocados às pressas para o local em helicópteros do Exército, e dezenas chegaram por terra em cavalos ou acompanhados de pastores alemães.

Guia Interativo: Conheça as posições de cada líder

Além de uma cerca metálica, parte do complexo de prédios do Hotel Gleneagles foi cercada por arame farpado, que foi ultrapassado pelos manifestantes.

A área invadida não faz parte do espaço liberado para protestos.

Ainda nesta quarta-feira, a polícia havia anunciado a suspensão da marcha por questões de segurança, mas depois acabou cedendo e permitindo uma passeata perto do local da reunião.

No entanto, os manifestantes acabaram rompendo o acordo e invadiram uma área que não estava prevista.

Palhaços

Entre os manifestantes, vários grupos se destacaram.

Uma massa vermelha de socialistas gritava os eternos lemas do grupo, como “O povo unido jamais será vencido”, e cantava hinos de resistência como Bella Ciao – o hino entoado pela resistência italiana na Segunda Guerra.

Os manifestantes também usam o tradicional lenço vermelho socialista no pescoço, e o grupo reúne pessoas das mais diferentes faixas etárias, desde jovens universitários até idosos.

Outro pequeno grupo faz muito barulho e arranca sorrisos dos demais manifestantes.

São os integrantes do Circa, o Clandestine Insurgent Rebel Clown Army – algo como Exército Insurgente Rebelde Clandestino dos Palhaços. Eles são reconhecidos por seus uniformes militares peculiares – com apliques rosa-choque e verde limão – e caras de palhaço.

Com muito bom humor, gargalhadas e interação com os outros grupos de manifestantes, os “palhaços” protestam contra a injustiça, a guerra e a destruição do meio ambiente.

Segundo o general Sweet Toast, o grupo está aqui para “trazer cor, alegria e festa, além de um pouco de imaginação para um protesto pacífico”.

O Circa se auto-intitula um “exército de ativismo radical que reúne a antiga prática da palhaçada com a mais recente prática de ação direta não violenta”.

Samba

Na trilha sonora dos manifestantes, está um grupo com anos de experiência no assunto: O Infernal Noise Brigade, criado em Seattle, em 1999, durante a reunião da OMC, palco dos primeiros violentos protestos contra cúpulas internacionais.

Vestido de soldado e munido de um tambor, Professor, um dos integrantes da “banda”, disse que o grupo está na cidade “para inspirar as pessoas e fazer barulho, enviando aos líderes do G8 a mensagem de que eles não são os líderes do mundo”.

A batucada de samba é o principal ritmo dos protestos desde sábado.

“Nós tocamos música de todas as partes do mundo. O que todas elas têm em comum é que são, de alguma forma, músicas de movimentos de luta e resistência, como é o caso do samba brasileiro”, diz o Professor.

Camisetas brancas com o lema da marcha do último sábado, Make Poverty History – algo como “Faça da pobreza uma coisa do passado” – revelam que também vieram para Auchterarder muitos ativistas de grupos que defendem três dos principais temas a serem discutidos na reunião – o perdão parcial das dívidas dos países pobres, regras de comércio mundial mais justas e maior ajuda financeira internacional para a África.

Em grupos menores, ambientalistas empunhavam cartazes como “Pesquisa por energia limpa” e “EUA assinem Kyoto”, em referência às discussões sobre mudanças climáticas previstas no encontro.

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Gazeta Admininstrator
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