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Polícia afirma que viúva do milionário da Mega-Sena é mandante do crime

titular da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, Roberto Cardoso, afirmou que a viúva Adriana de Almeida é a mandante do assassinato do milionário Renné Senna, no dia 7 de janeiro, em Rio Bonito (RJ). Cardoso disse que polícia tem vários elementos que justificam a permanência da viúva do milionário da Mega-Sena na cadeia. O depoimento de Adriana já dura mais de 4 horas.

Cardoso adiantou que, na segunda-feira, pedirá a prorrogação da prisão temporária de Adriana, que expira na próxima quarta-feira. Cardoso adiantou que, caso a Justiça não aceite o pedido, a polícia vai tentar manter Adriana presa, fazendo um pedido de prisão pela suspeita de envolvimento dela na morte de um dos seguranças do milionário. Senna foi assassinado em janeiro, em Rio Bonito (RJ). O policial militar Davi Vilhena, que era segurança do milionário, foi executado em setembro do ano passado.

O PM era considerado homem de confiança do milionário e foi morto depois da polícia receber a informação de que outros seguranças estariam elaborando um plano para seqüestrar Renné. Um dos envolvidos no esquema seria amante de Adriana. O milionário demitiu três seguranças suspeitos e Adriana ficou contrariada com a medida, segundo informações da polícia.

Reconstituição
Segundo o delegado, durante o depoimento, Adriana teria dito que dois seguranças de René teriam planejado o seqüestro de um de seus filhos. De acordo com o delegado, a viúva aparentava insegurança durante as afirmações e pode ter dado declarações imprecisas. Cardoso, informou que a polícia deve realizar a reconstituição do crime, nesta sexta-feira, em Rio Bonito, às 11h.

Adriana chegou às 13h45 na sede da Delegacia de Homicídios, no centro do Rio de Janeiro, para prestar mais um depoimento. Ela está presa há 23 dias por suspeita de envolvimento com o crime. Adriana foi levada da Polinter de São Gonçalo numa viatura da Policia Civil até a delegacia. Ela chegou ao local de calça jeans e blusa listrada e não aparentava abatimento.

A defesa de Adriana tenta, na Justiça, obter sua liberdade. O advogado da viúva, Alexandre Dumans, entrou com habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 15 de fevereiro. Ele também havia recorrido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o pedido de liberdade.

Dumans alega que Adriana já prestou depoimento, possui residência certa e conhecida e sua liberdade não representaria ameaça para o prosseguimento das investigações.

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Gazeta Admininstrator
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