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Pesquisa indica que 47% querem Brasil no Conselho da ONU

Uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC em 23 países indicou que 47% dos entrevistados defendem o ingresso do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Outros 18% apóiam a expansão do Conselho, mas são contrários ao ingresso brasileiro, e 17% se opõem à expansão do Conselho de Segurança como um todo. A aprovação à expansão do Conselho em geral chega a 69%, segundo o levantamento.

Fora o próprio Brasil, onde o ingresso no Conselho da ONU foi defendido por 70%, o mais forte defensor da entrada brasileira foi a Itália, com 64% dos consultados a favor. Em seguida, vieram Canadá (61%) e Argentina (58%). Nos Estados Unidos, 51% defenderam a adesão brasileira.

A pesquisa foi realizada pelo instituto de opinião pública GlobeScan Incorporated e pelo órgão de política internacional da Universidade de Maryland (EUA), Pipa.

Nos países da Ásia que também buscam uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, a presença do Brasil recebe menos entusiasmo.

Na Índia, 35% são contra o ingresso brasileiro, e 27% a favor. No Japão, outro país que busca uma vaga permanente, 29% defendem o ingresso brasileiro, e 12% são contra.

Na África do Sul, principal candidata africana à vaga, o apoio ao Brasil é de 47%, e 25% são contra a candidatura brasileira.

Na Coréia do Sul, 30% dos consultados são favoráveis à candidatura, e 27%, contrários. Mas, como 40% dos sul-coreanos se posicionam contra a expansão do Conselho em geral, o Brasil também estaria fora do Conselho de Segurança, se isso dependesse deles.

O mesmo caso se registrou na Rússia, na China e na Turquia, onde um vasto segmento das pessoas consultadas foi contrário à ampliação do Conselho como um todo, respectivamente 28%, 33% e 21%.

Mesmo com muitos franceses, alemães e indonésios se dizendo a favor da entrada do Brasil, as opiniões ficaram divididas, também devido ao alto índice de pessoas que se opõem à expansão como um todo.

Favorita

Na pesquisa, o Brasil não aparece como o favorito a uma vaga no conselho. Alemanha e Japão têm mais apoio internacional do que o Brasil, a Índia tem apoio semelhante, e a África do Sul tem menos entusiastas.

A Alemanha é a preferida para obter uma vaga, tendo aprovação de 21 dos 23 países consultados e de 56% dos entrevistados em geral.

Em seguida, vem o Japão, aprovado por 20 dos países pesquisados e 54% dos entrevistados, mas que não dispõe do apoio de seus vizinhos.

Na China, a maioria é contra a inclusão do Japão, os russos expressaram opiniões divididas, e 32% dos sul-coreanos são contrários à entrada do vizinho asiático no conselho.

A presença da Índia no Conselho da ONU tem 47% de aprovação, mesmo número do Brasil. A África do Sul tem 43% de aprovação.

Conclusões

Steven Kull, diretor do instituto de política internacional da Universidade de Maryland, diz que o fato de a Alemanha e o Japão terem sido citados como os preferidos para obter vagas no Conselho de Segurança da ONU é resultado de os dois países já exercerem papéis de peso no cenário internacional.

“Alemanha e Japão costumam ser consultados o tempo todo. A percepção é que, se é assim, por que não ter esses países no Conselho o tempo todo?”, comenta Kull.

Em relação às aspirações dos “emergentes” – Brasil, Índia e África do Sul – no Conselho de Segurança, Kull afirma que a opinião consensual é de que o órgão da ONU “deve trazer representantes de todo o mundo”.

A pesquisa ouviu mais de 23 mil pessoas em 23 países. Ela tem margem de erro variando de 2,5 a 4 pontos percentuais, dependendo do país.

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Gazeta Admininstrator
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