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Pesquisa aprova o uso de derivados da maconha em terapias de combate ao câncer.

Um medicamento feito à base de derivado da maconha se mostrou mais eficiente do que outros aplicados no combate de enjôo e vômitos causados pela quimioterapia, tratamento usado no combate ao câncer.

Em uma revisão feita por especialistas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), foram analisados 11 mil trabalhos sobre o assunto feitos no mundo todo até julho de 2005. Desses, 30 foram selecionados. A maconha fumada não foi avaliada com profundidade, pois havia poucos estudos a respeito.

Náuseas e vômitos, efeitos colaterais da quimioterapia, podem resultar no abandono do tratamento de até 20% dos pacientes e causar depressão e ansiedade.

Utilizada no passado com fins medicinais, a maconha volta e meia retorna ou é banida da terapia em função das posições políticas dos órgãos governamentais, afirma Francisco Carlos Machado Rocha, psiquiatra e um dos autores do estudo. O trabalho é assinado também por Leonardo Rosa-Oliveira e Dartiu Xavier da Silveira.

Na pesquisa, o derivado da maconha dronabinol teve eficácia superior aos neurolépticos, remédios que são utilizados contra náuseas e vômitos causados pela quimioterapia. Os pacientes também demonstraram preferência pelos remédios com os derivados da maconha.

“O estudo tem importância ao mostrar a equivalência, e até a melhor aceitação por parte dos pacientes”, afirma Vladimir Cordeiro de Lima, oncologista clínico do Hospital do Câncer de São Paulo.

Porém, Lima destacou que os medicamentos utilizados para comparação, da classe dos neurolépticos, já têm concorrentes mais eficazes, padronizados para o combate aos efeitos colaterais da quimioterapia. E que os neurolépticos hoje são usados principalmente como adjuvantes do tratamento.

Neste último mês a FDA, agência norte-americana que regula medicamentos, manifestou-se contra o uso medicinal da maconha em estado puro, fumada, prática em mais de uma dezena de Estados dos EUA para combater sintomas de doenças como o câncer. Disse que não há provas de que a planta funcione como remédio. E contrariou uma revisão feita por um comitê de cientistas em 1999.

A própria agência, no entanto, reconheceu que a declaração foi fruto de pressões do Congresso norte-americano. Os EUA, ainda assim, continuam permitindo a fabricação de remédios com princípios ativos derivados da maconha.

No Brasil, os derivados da maconha são substâncias banidas, por isso não há remédios com esses princípios ativos.

De acordo com Pedro Gabriel Delgado, coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, ainda não houve uma revisão da legislação para medicamentos, apesar de o governo, em 2004, ter defendido que a maconha deveria ser retirada da lista das drogas com propriedades particularmente perigosas, sem efeitos terapêuticos, que consta de uma convenção internacional de 1961.

De acordo com a pasta, existem efeitos positivos para enjôos da quimioterapia, emagrecimento em pacientes com Aids e dores em casos de esclerose múltipla.

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Gazeta Admininstrator
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