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Paulista-2005 deve ter 22 jogos anulados

O TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da Federação Paulista deve anular todos os jogos apitados por Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, pivôs do escândalo do apito, no Estadual-05.

O órgão não quer antecipar sua decisão, mas a Folha apurou que a estratégia é seguir o que o STJD, ligado à CBF, fez com os jogos arbitrados pelos envolvidos na fabricação de resultados no Brasileiro –anulou as 11 partidas.

A diferença é que no Paulista, os jogos não vão ser repetidos, pois o torneio já acabou.

Numa reunião hoje, os oito auditores e os três presidentes de comissões que participarão do caso receberão uma cópia da decisão do STJD para ter detalhes jurídicos sobre a decisão. O parecer paulista pode sair hoje.

Eles ouvirão que têm liberdade para decidir, mas serão lembrados que, no caso de algum clube se sentir prejudicado, ele irá recorrer ao STJD. Se o tribunal paulista tomar uma decisão diferente da do órgão superior, a tendência é que ela seja mudada em segunda instância, que optaria pela anulação de todas as partidas.

Os dirigentes dos cinco clubes ameaçados de rebaixamento aguardam o pronunciamento oficial da Federação Paulista de Futebol para tomar providências.

União Barbarense, União São João e Atlético Sorocaba já entraram com ação cautelar no Tribunal de Justiça Desportiva para tentar preservar seus direitos. A Portuguesa Santista promete entrar com recurso. Nenhum dirigente da Inter de Limeira foi localizado para falar sobre o assunto.
Eles ainda não sabem o que será colocado em prática.

Há quatro hipóteses: 1) manter a tabela e indenizar o Barbarense com R$ 500 mil; 2) analisar cada jogo e detectar aqueles em que houve manipulação; 3) anular os 22 jogos apitados por Danelon e Carvalho e indenizar a Santista e 4) realizar um mata-mata entre um clube previamente rebaixado e outro prejudicado pelas anulações.

Três defendem o não-rebaixamento. Um diz que o campeonato deveria ser anulado. Todos os ouvidos descartam o mata-mata.

“Os elencos estão parados. Não tem como”, diz o diretor do Barbarense, Ulisses Tavares da Silva.

Para o diretor jurídico do Atlético de Sorocaba, Pedro José Sisternas Fiorenzo, “tendo em vista que a classificação final foi resultado de fraude, nenhum dos quatro deveria ser rebaixado.”

O presidente do União São João, José Mário Pavan, diz que o problema é rebaixar um time em um campeonato que terminou um com 16 jogos, e outro, com 19.

Ele fala que não é contra o não-rebaixamento para não parecer “oportunista”, mas quer a anulação do torneio. O presidente da Santista, Carlos Alberto Amado Costa, diz, sobre a indenização, que o time “não está à venda.”

O Procon-SP também pediu à FPF explicações sobre o caso.

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Gazeta Admininstrator
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