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Paquistão quer que EUA investiguem

O Paquistão voltou a pedir nesta segunda-feira uma investigação profunda, por parte das autoridades americanas, sobre as informações de possíveis profanações do Alcorão [livro sagrado do islamismo] na base militar de Guantánamo (Cuba).

“Estamos cientes da nota de esclarecimento publicada pela revista ‘Newsweek’, segundo a qual o caso poderia ter se baseado em informações falsas”, afirmou o porta-voz do Ministério paquistanês das Relações Exteriores, Jalil Abas Jilani, em uma entrevista coletiva.

“Condenamos este suposto incidente nos termos mais enérgicos possíveis… pedimos que seja realizada uma investigação cuidadosa por parte da administração americana e esperamos que o resultado desta investigação oficial nos seja informado”, acrescentou.

A revista americana “Newsweek”, cuja reportagem sobre a suposta profanação do Alcorão fez explodir protestos com vários mortos no Afeganistão, admitiu ontem que sua versão poderia ter sido um erro. No texto, a revista disse que os investigadores que atuam em Guantánamo teriam jogado o Alcorão dentro de casos sanitários com a intenção de provocar os islâmicos e, assim, forçá-los a falar.

A “Newsweek” afirmou que o Pentágono protestou energicamente afirmando que a história não estava correta.

Mark Whitaker, editor da revista, lamentou em editorial que parte da reportagem estivesse equivocada, fazendo questão de mostrar solidariedade às vítimas e aos soldados americanos que sofreram com o erro.

As manifestações desencadeadas no Afeganistão na última semana, causadas pela suposta profanação do Alcorão, deixaram pelo menos 14 mortos e 120 feridos.

Neste domingo, um grupo de clérigos muçulmanos do Afeganistão ameaçou declarar guerra santa aos EUA por causa da notícia, que causou protestos em outros países muçulmanos.

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Gazeta Admininstrator
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