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Papa fica ausente da cerimônia do lavapés pela primeira vez

Apesar de o Vaticano se esforçar em garantir que o papa João Paulo II continua conduzindo com firmeza a Igreja, sua ausência pela primeira vez em seus 26 anos de pontificado da Missa da Última Ceia nesta Quinta-Feira Santa realçou as limitações físicas impostas por sua frágil saúde.

O papa João Paulo II enviou uma saudação aos fiéis que foram à basílica de São Pedro para a cerimônia. “Com minha mente e meu coração estou junto de vocês”, dizia a mensagem lida em voz alta por um cardeal durante a cerimônia desta tarde, em que se recordou a Última Ceia e houve a cerimônia do lavapés para a qual foi reunido um grupo de fiéis, tal como fez Cristo lavando os pés dos doze apóstolos em sinal de humildade.

“Estou presente espiritualmente e rezo com vocês e com afeto os abençôo”, dizia o breve texto que foi recebido com aplausos pelos fiéis presentes na basílica.

Os funcionários do Vaticano não deram muita importância às preocupações do público com a saúde do papa, apesar dele ter feito apenas uma aparição breve e silenciosa na janela de seu apartamento sobre a Praça de São Pedro, onde muitos choravam por sua saúde debilitada.

O dinheiro arrecadado na cerimônia de hoje será destinado aos venezuelanos que sofreram os efeitos da inundação em seu país em janeiro, conforme desejo do papa Karol Wojtyla.

O substituto do Santo Padre nas cerimônias da Sexta-feira Santa, o cardeal Giovanni Battista Re, leu na basílica uma breve saudação em que agradeceu ao papa “o testemunho que continha nos dando com seu exemplo de sereno abandono diante de Deus”.

Nesta Sexta-Feira Santa, quando a Igreja católica marca a crucificação e morte de Jesus, a expectativa é de que o papa recorra a uma conexão de vídeo para fazer sua presença ser sentida entre os participantes da via-crucis até o Coliseu. Apesar de João Paulo, que também sofre de problemas no joelho e bacia, ter deixado de carregar a cruz no local ancestral há anos, ele continuava a presidir a cerimônia lendo as orações à multidão. “Certamente é um grande sacrifício para ele não estar com seu povo de forma física e direta, mas de certa forma, ele estará presente de uma maneira ainda mais poderosa”, comentou o cardeal de Veneza, Angelo Scola, sobre a ausência do papa na Sexta-Feira Santa. “Este é o grande mistério da autoridade da Igreja”, acrescentou.

Confiando na possibilidade de poder participar de alguma maneira da procissão da Via Crucis, que ocorrerá na sexta-feira Santa, o papa não nomeou um substituto para a rota que atravessa o Coliseo romano. No entanto, seu frágil estado de saúde desde a traqueostomia realizada em 24 de fevereiro, restam poucas possibilidades de que participe da cerimônia.

O cardeal italiano Pio Laghi, num esforço para dissipar os temores a cerca da saúde do papa, disse à imprensa hoje em Roma: “Não creio que a situação seja alarmante”.

João Paulo II presidiu as cerimônias da Semana Santa durante seus 26 anos de pontificado, mas este ano designou seis cardeais para ocuparem seu lugar nos atos religiosos solenes que culminam com o Domingo da Ressurreição.

Durante anos, o papa abandonou sua prática de levar uma cruz de madeira leve durante parte da Via Crucis, devido a sua saúde debilitada, mas sempre presidiu a cerimônia iluminada por tochas. Hoje o Vaticano informou que o cardeal Camillo Ruini levaria a cruz no começo da Via Crucis, junto com uma monja, dois frades franciscanos e vários leigos, entre eles, vários imigrantes albaneses e um jovem do Sudão.

As meditações deste ano, que serão lidas durante a procissão foram compostas pelo cardeal alemão Joseph Ratzinger.

Apesar dos seis cardeais eleitos pelo papa João Paulo II para substituí-lo nas cerimônias da Semana Santa não quererem se considerar substitutos potenciais do Sumo Pontífice, formam um seleto grupo de “primeira linha” na cúpula da Igreja Católica e estão sendo vistos como “papáveis”.

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Gazeta Admininstrator
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