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Palmeiras e Corinthians empatam: 1 a 1

Aos 46 minutos do segundo tempo, Juninho recebe livre, ajeita e chuta forte. Fábio Costa faz bela defesa e sai vibrando, como se tivesse marcado um gol. A demonstração de garra do goleiro transmitiu bem o que foi o clássico entre Corinthians e Palmeiras. De um lado uma equipe com cara de campeã, do outro, um time sem determinação, que não soube administrar 70 minutos com um jogador a mais – Fabrício foi expulso aos 21 da etapa inicial – para chegar à vitória. Resultado: emocionante confronto e empate por 1 a 1 pelo Campeonato Brasileiro. A beleza dentro do campo contrastou com outra morte após briga entre torcedores.

O confronto deste domingo, no Morumbi, entre os dois principais rivais do futebol paulista, retratou bem em qual patamar encontram-se as equipes na atualidade. O Corinthians chegou ao 13.º jogo sem derrota – levando-se em consideração os duelos da Copa Sul-Americana – e provou que não é por acaso que carrega o rótulo de grande favorito ao título Nacional. Desfalcado de peças importantes do meio-de-campo, Roger, Rosinei e Carlos Alberto (suspensos), com um atleta a menos e vindo de maratona de partidas, atuou bem, soube neutralizar as principais jogadas do inimigo e ainda mostrou personalidade para incomodar o goleiro Marcos. Adicionado a isso, a tradicional garra, sua marca registrada.

Já o Palmeiras… Os comandados de Emerson Leão entraram dispostos a acabar com a série invicta do oponente e entrar de vez na briga pelo título. Mas, bem diferente do Corinthians, sentiu muito a falta de seu goleador, Marcinho. Cláudio, de 16 anos, a aposta do treinador, até realizou alguns lances plásticos e deu trabalho a Marcelo Mattos, enquanto Gioino esbarrou num seguro Marinho. Juninho teve grande apresentação, insuficiente para garantir os três importantes pontos.

“Não vamos ter medo de marcar o Tevez” e “estamos com um jogador a mais em campo, calma”, eram os gritos do técnico Emerson Leão, ao time, ao longo de quase todo o segundo tempo. Foi a grande prova de que o elenco ainda é limitado.

Equilíbrio – O duelo começou com dois times se respeitando ao extremo. O Corinthians, com três volantes – Marcelo Mattos, Bruno Octávio e Fabrício – apostava nos contra-ataques. O Palmeiras, nas jogadas aérea, nas quais já balançou redes adversárias por 17 vezes. Foram 20 minutos chatos até Hugo lançar Tevez. O argentino dominou e partiu para cima dos marcadores. Passou entre Daniel e Marcinho Guerreiro, deixou Gamarra no chão e fez belo gol, acabando com o “tabu” de que não anota em clássicos.

A resposta foi imediata. Marcinho Guerreiro lançou Diego Souza. O meia empataria, não fosse derrubado por Fabrício. Pênalti e cartão vermelho ao volante. Juninho fez 1 a 1. Igual no placar e em vantagem numérica de atletas, tudo levava a crer que o Palmeiras sufocaria.

Nada disso. Até o fim do primeiro tempo, quase não ameaçou Fábio Costa. “O Corinthians está fazendo o que era para o Palmeiras fazer”, reclamou Juninho. Veria, na fase final, belas defesas dos goleiros e mais nenhum gol. Melhor para o Corinthians.

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Gazeta Admininstrator
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