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Operação “Carne Fraca” da PF revela venda de carne vencida e propinas a partidos

Acusado é levado para prestar depoimento na PF. Foto: Marcos Alves / Agência O Globo.

A Operação Carne Fraca deflagrada na manhã desta sexta-feira, 17, pela Polícia Federal (PF) que investiga a venda ilegal de carnes, prendeu pelo menos 20 fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento suspeitos de envolvimento em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Gravações telefônicas obtidas pela Polícia Federal apontam que vários frigoríficos do país vendiam carne vencida tanto no mercado interno, quanto para exportação.

Segundo a polícia, a “Carne Fraca” é, em números, a maior operação já realizada pela PF no país. O delegado federal Maurício Moscardi Grillo afirmou que os partidosPP e PMDB eram beneficiadoscom propina envolvendo o esquema nos últimos 2 anos.

A lista dos frigoríficos investigados incluia BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, e são duas das cinco maiores exportadoras do país, reconhecidas como as maiores empresas de carne do mundo.Além delas, a investigação envolve outros frigoríficos grandes e pequenos, como Big Frango e Peccin, Mastercarnes, Souza Ramos e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Carnes podres

A investigação revelou que as companhias usavam em suas operações carnes podres com ácido ascórbico para disfarçar o gosto, frango com papelão, pedaços de cabeça e carnes estragadas como recheio de salsichas e linguiças, além de reembalar produtos vencidos.

Segundo a PF, os frigoríficos investigadosusavam produtos químicos para “maquiar” carne vencida, injetavam água para aumentar o peso dos produtos e, em alguns casos, foi constatada ainda falta de proteína na carne.

Entre os presos, executivos das duas companhias e fiscais do Ministério da Agricultura. A investigação aponta que os frigoríficos tinham influência para escolher os servidores que iriam efetuar as fiscalizações na empresa, por meio depagamento de propina.

Roney Nogueira dos Santos, gerente de relações institucionais e governamentais da BRF, e o vice-presidente José Roberto Pernomian Rodrigues (que jáhavia se envolvido em um escândalo anterior, na Cisco) estão na lista.

Ministério da Agricultura
Em dois anos de investigação, detectou-se que funcionários de superintêndencias regionais de Paraná, Minas Gerais e Goiás recebiam propina para facilitar a produção dos alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva.

Em sua decisão, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, diz que o envolvimento do Ministério da Agricultura é “estarrecedor”. “(O ministério) foi tomado de assalto – em ambos os sentidos da palavra – por um grupo de indivíduos que traem reiteramente a obrigação de efetivamente servir à coletividade”, afirmou.

Propina a partidos e políticos

Segundo a PF, a investigação apontou que parte da propina recebida pelas superintendênciasia para o PMDB e o PP. O PMDB informou que desconhece o teor da investigação.

O ministro da Justiça,Osmar Serraglio, é citado na investigação. Em conversa grampeada quando ele ainda era deputado federal, Serraglio chama o ex-superintendente regional no Paraná do Ministério da Agricultura, Daniel Gonçalves Filho, de “grande chefe”.

As ordens foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR)e estão sendo cumpridas em São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, abrangendo 38 ordens de prisão (27 preventivas e 11 temporárias), 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão locaissupostamente ligados ao grupo criminoso.

Com informações da Exame e G1.

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