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ONU vota resolução que condena declaração de Trump sobre Jerusalém

Embaixadora americana na ONU, Nikki Haley. Foto: Brendan McDermid/Reuters.

A maior parte dos países membros que formam o Conselho da Organização das Nações Unidas – ONU – votou nesta quinta-feira, 21, a favor da resolução contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos.

Dos 193 países membros, 128 votaram a favor dessa resolução, incluindo o Brasil, e 9 contra. A Assembleia Geral da ONU adotou, por ampla maioria, uma resolução que condena o reconhecimento por Washington de Jerusalém como a capital deIsrael.

Minutos após a votação, os Estados Unidos emitiram declaração. “Esse dia será lembrado”, ameaçou a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley. Ela deixou claro que os EUA não se esqueceriam de países que votaram a favor da resolução. “A América colocará nossa embaixada em Jerusalém”, disse. “Nenhum voto nas Nações Unidas fará qualquer diferença nisso”, afirmou.

A declaração de Haley está de acordo com a declaração que Trump deu na última quarta-feira, 20, quando prometeu acompanhar a votação dos países membros de perto e chegou a ameaçar que cortaria a ajuda financeira aos que votassem a favor do projeto de resolução da ONU.

“Eles tomam centenas de milhões de dólares e até bilhões de dólares, e depois eles votam contra nós. Bem, nós estamos observando esses votos. Deixe-os votar contra nós. Nós vamos economizar muito. Nós não nos importamos”, disse a repórteres na Casa Branca.

Além do reconhecimento da cidade como capital israelense, osEUA também declararam que devem transferir a embaixada para Jerusalém.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, comemorou a decisão majoritária dos países membros enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, do mesmo lado de Trump declarou que “em Israel, nós rejeitamos esta decisão da ONU e reagimos com satisfação diante do número importante de países que não votaram a favor”.

Países que se abstiveram: Argentina, Austrália, Canadá, Croácia, Colômbia, Hungria, Letônia, México, Filipinas, Panamá, Paraguai, Polônia, República Tcheca foram alguns dos 35 países que se abstiveram.

Por que a polêmica

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a mudança da Embaixada dos EUA em Israel para a cidade são movimentos delicados e que causam muita polêmica no cenário internacional, uma vez que Israel considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível, mas os palestinos reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental) como capital de seu futuro Estado.

Com informações da Agência Reuters.

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