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ONU diz que o Brasil será maior beneficiado pelo tratado de Kyoto

A entrada em vigor do Protocolo de Kyoto poderá abrir novas oportunidades de investimentos em países em desenvolvimento, entre eles o Brasil.

Essa é a avaliação da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que aponta que o País tem a primeira experiência concreta de um projeto ocorrendo graças à existência do novo tratado.

Para a ONU, a necessidade das empresas de países ricos em reduzir as emissõs de gás poderá acabar fazendo com que decisões empresariais sejam tomadas no sentido de financiar projetos de redução de emissões nas economias emergentes.

Ratificado por 141 países, o Protocolo de Kyoto prevê metas de redução de emissões de gás em pelo menos 5% para seis gases principais entre 2008 e 2012 em comparação aos níveis de 1990.
O acordo ainda permite que os países e empresas dos países ricos possam obter créditos em seus compromissos de redução implementado projetos em países em desenvolvimento.

Projeto
Esses créditos são obtidos por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e, segundo a ONU, o primeiro projeto registrado nesse sentido está sendo desenvolvido em Nova Iguaçú (RJ) e tem como objetivo transformar gás em energia elétrica.

O projeto foi desenvolvido pela empresa NovaGerar e contou com investimentos do Banco Mundial e do governo da Holanda.
O sistema de coleta de gás resultaria em uma redução de emissões de mais de 14 milhões de toneladas de CO2 durante os 21 anos de existência do projeto.

“Os benefícios locais vão incluir uma melhor qualidade da água, redução dos riscos de explosão do gás, criação de emprego, 10% da energia gerada será doadas às escolas, hospitais e outros prédios públicos”, afirmam os especialistas da ONU.

Investimentos
Para a entidade, o Brasil, China e Índia serão os países que mais se beneficiarão do esquema proposto pelo Protocolo de Kyoto. “O Brasil foi um dos pioneiros, tendo proposto o conceito inicial e hospedado o primeiro projeto”, afirma a ONU.

Para os especialistas, o volume de investimentos que pode ser transferido aos países emergentes é significativo.
Apenas na Europa, 12 mil instalações industriais terão de reduzir suas emissões de gases. A partir de 2008, o não cumprimento das regras resultará em uma multa de 100 euros para cada tonelada extra de CO2.

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Gazeta Admininstrator
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