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Novos grupos de busca a ilegais fugitivos começam a atuar.

O número de imigrantes com ordem definitiva de deportação que ainda continuam no país supera meio milhão, e constitui o primeiro alvo das equipes.

As novas Equipes de Operações contra Fugitivos estão operando nas cidades de Atlanta, na Georgia; Houston, no Texas; Los Angeles, na Califórnia; Newark, em New Jersey; Phoenix, no Arizona e Washington, DC.

Ao todo, são 45 equipes com autoridade federal e jurisdição nacional e, portanto, podem ser deslocadas para qualquer lugar onde sejam necessários procedimentos de captura de imigrantes “por violação às leis de imigração”.

– Se houvesse uma via para que os indivíduos que vêm simplesmente trabalhar saírem de seu ocultamento, poderíamos nos enfocar nos que não querem dar as caras e são uma ameaça à segurança pública nacional”, disse a secretária assistende de Segurança Interna, Julie Myers, que está a cargo da agência policial de Imigração e Aduanas, conhecida como ICE.

A combinação com milhares de agentes da Guarda Nacional na fronteira com o México e o aumento notável no número de vagas nos centros de detenção, as unidades respondem ao compromisso do presidente George Bush de fazer cumprir as leis imigratórias.

Também estão diminuindo as probabilidades de imigrantes ilegais que até pouco tempo praticamente não corriam nenhum risco de serem localizados depois de se estabelecerem em comunidades distantes da fronteira.

– Uma vez que chegavam aqui, sabiam que tudo estava bem. Se os agentes tivessem tido estes recursos e dinheiro nos últimos dez anos, agora teríamos um sistema imigratório integral – disse Charles Kuck, vice-presidente da Associação Norte-americana de Advogados de Imigração (American Immigration Lawyers Association).

Enquanto o número de “fugitivos”- aqueles que permanecem no país mesmo após ordem definitiva de deportação – supera o meio milhão, as unidades começam a modificar a impressão generalizada de que muito poucas dessas ordens são cumpridas.

As primeiras unidades altamente treinadas são bilingües e foram criadas em 2003, mas em número bem inferior às atuais 52. Os agentes agora realizam cerca de mil prisões por semana, disse o porta-voz do ICE, Marc Raimondi.

Em 2003, os agentes prenderam 4 mil pessoas. Este ano, o total já chega a 20.121, dos quais um quinto têm antecedentes criminais. Quase 6 mil não tinham ordem de deportação nem haviam cometido qualquer delito, mas foram presos durante batidas realizadas pelas equipes de busca.

As operações têm como alvo não apenas aqueles que cometeram crimes ou têm ordem de deportação expedida pela justiça, mas também aqueles que permanecem no país após o vencimento de seus vistos.

– São pessoas que tiveram sua oportunidade diante da justiça – disse Larry Orton, supervisor da nova unidade de Atlanta, enquanto aguardava um homem de Malí, cuja deportação foi determinada em 1999.

As unidades, no entanto, concentram-se em fugitivos que representam ameaças a suas comunidades, como motoristas embriagados e membros de quadrilhas. A maioria, incluindo aqueles apenas com visto vencido, é deportada em média em duas semanas.

Alguns defensores dos direitos de imigrantes sustentam que as leis atuais dificultam a tarefa dos agentes policiais porque não distingüem entre imigrantes perigosos e aqueles que podem ter sido condenados por delitos menores, o que sequerem tenham recebido ordem de deportação.

– Não deveriam perder tempo perseguindo camareros. Há gente realmente perigosa por aí – disse Benjamin Johnson, diretor de Centro de Políticia Imigratória, com sede em Washington.

Até os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, depois dos quais os antecedentes imigratórios de alguns envolvidos deixaram clara a urgência de lidar com as violações de imigração, foi ordenada a deportação “em ausência”de muitos imigrantes, já que estes nunca apresentaram-se à justiça.

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Gazeta Admininstrator
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