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Novas rotas para entrar nos EUA.

O reforço da segurança nas tradicionais áreas de entrada de
indocumentados na fronteira tem motivado a busca de novos caminhos.

O número de pessoas que tenta chegar, todos os dias ilegalmente em terras norte-americanas baixou nos últimos dois anos. Os dados do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos apontam que, tanto pelos aeroportos espalhados pelo país quanto pela fronteira com o território mexicano, grupos de indocumentados não tem sido barrados como há tempos.

Mas, o que, pela informação, era para ser tratado como um motivo para comemorações se tornou uma dor de cabeça a mais para a população dos Estados Unidos, imigrantes ilegais e, principalmente, para brasileiros que vão em busca da concretização de sonhos nas terras do Tio Sam.

Renato Inácio, presidente da Casa do Catarinense, afirma que os sul-catarinenses devem estar entrando no país por outras portas.

A prisão recente de um catarinense de 19 anos na Califórnia levantou um dilema. Como o rapaz chegou sozinho, e pela primeira vez, aos Estados Unidos? Renato conta que ao invés de utilizarem as rotas tradicionais de imigração ilegal comandadas pelos coiotes, como as espalhadas pelo estado do Arizona, por exemplo, os estrangeiros optam por outros caminhos. Há indícios de que os indocumentados estejam chegando aos Estados Unidos por outras três entradas antes não muito divulgadas: pela fronteira do país com o Canadá; com saída do México em direção às ilhas do estado da Califórnia; e das Ilhas Virgens Americanas, território formado por três ilhas, localizadas próximas ao Canal do Panamá, no mar do Caribe.

Ele acredita que essa troca de locais foi escolhida, exclusivamente, porque, nos lugares considerados tradicionais, há muitos policiais a postos.

Um dos locais mais utilizados para a travessia, Tucson (Arizona), recebeu no último mês cerca de cem policiais. Outros 2,5 mil, da Guarda Nacional, devem estar no local até o final de agosto. Desde outubro de 2005, eram detidos cerca de 880 imigrantes por dia na fronteira com o México.

Depois da chegada das primeiras tropas no local, segundo dados do governo norte-americano, a detenção caiu 21%.

Outro fator que talvez esteja afastando os imigrantes da fronteira entre o México e os Estados Unidos estaria ligado aos altos valores cobrados pelos coiotes nos últimos tempos. Se antes, eles pediam de US$ 1,2 mil a US$ 1,5 mil (cerca de R$ 3,5 mil) para levar um estrangeiro de Altar, no estado mexicano de Sonora, para o Arizona, hoje os valores estipulados chegam a US$ 4 mil (cerca de R$ 9 mil).

O valor cobrado independe da idade do imigrante. Ativistas norte-americanos acreditam que o número de mortes irá aumentar – porque, possivelmente, algumas pessoas tentarão atravessar o deserto sozinhas. Lá, a temperatura no verão chega aos 45ºC.

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Gazeta Admininstrator
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