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Nova York é processada por inspeções de segurança em metrô

A cidade de Nova York e o comissário de polícia Raymond Kelly transformaram-se em réus de uma ação judicial pedida pela União de Liberdades Civis de Nova York. Segundo o grupo, as revistas aleatórias nas estações de metrô da cidade violavam o direito constitucional à privacidade.

As revistas começaram no dia 22 de julho, depois de uma segunda série de ataques a bomba contra o sistema de transporte público de Londres.

– A prática de revistar milhares de usuários do metrô diariamente, sem qualquer suspeita de que eles tenham feito qualquer coisa de errado, não tem precedentes, é ineficiente e inconstitucional – afirmou Donna Lieberman, diretora executiva da NYCLU. A organização deu início ao processo judicial em nome dos usuários do metrô nova-iorquino.

– Isso limita exageradamente as nossas liberdades – afirmou Lieberman em uma entrevista coletiva, acrescentando que a medida criava apenas uma ilusão de segurança. Ela falou ainda que as revistas convidavam a ações racistas e não tinham muitas chances de pegar alguém com explosivos.

A polícia de Nova York começou a revistar as mochilas de usuários do metrô duas semanas depois de quatro atentados terem, no dia 7 de julho, matado ao menos 52 pessoas em um ônibus e em três composições do metrô de Londres. No dia 21 de julho, agressores tentaram realizar uma ação parecida na mesma cidade, mas sem sucesso.

Na época, o prefeito de NY, Michael Bloomberg, disse que as novas medidas de segurança, que foram implementadas em mais de 400 estações de metrô da cidade e que vão continuar por tempo indeterminado, eram “um pouco intrusivas, mas necessárias”.

Gail Donaghue, do Departamento de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Nova York, disse nesta quinta-feira que as buscas haviam atingido um equilíbrio “entre proteger nossa cidade e preservar os direitos individuais”.

– A política de revistas aleatórias obedece a todos os requisitos legais apropriados – disse Donaghue. – Temos certeza de que nossa opinião prevalecerá.

Um dos querelantes, Brendan MacWade, de 32 anos, que trabalhava em uma das torres do World Trade Center quando o prédio foi atacado em 11 de setembro de 2001, disse que se sentiu “tolo e violentado’ quando policiais olharam sua mochila em um corredor do metrô em 22 de julho.

– Essas buscas não vão pegar os terroristas- disse MacWade. Ele citou o estadista americano Benjamin Franklin, que dizia que “qualquer sociedade que abrisse mão de um pouco de liberdade em nome de um pouco de segurança não merecia nenhuma e perderia ambas”.

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