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Nova Orleans começa a recolher os seus mortos

As autoridades de Nova Orleans começaram a recolher os cadáveres das vítimas do furacão Katrina, depois que 25 mil bolsas para cadáveres foram enviadas nas últimas horas para a região devastada pelo furacão, no sul dos Estados Unidos.
O número oficial de mortes confirmadas até agora é 83, incluindo 30 idosos encontrados em um asilo inundado, mas estima-se que milhares tenham morrido.

Os corpos permanecem nas águas paradas das inundações, enquanto crescem as preocupações sobre problemas de saúde para os que permaneceram na cidade.

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Até agora, os trabalhos de resgate haviam se concentrado principalmente na localização e evacuação de sobreviventes, deixando para depois o trabalho de recolher os corpos dos mortos.

Pelo menos três pessoas morreram e uma está seriamente doente depois de entrar em contato com a água que inunda Nova Orleans, repleta de restos humanos em decomposição, resíduos fecais e combustíveis, entre outras substâncias tóxicas.

Evacuação

O prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, ordenou a evacuação forçada da cidade, mas cerca de 10 mil moradores permanecem no local. Antes do desastre, Nova Orleans tinha cerca de 500 mil habitantes.

A polícia e o Exército têm visitado casa por casa para convencer os que ainda não saíram a deixar a cidade.

Muitos moradores temem perder seus pertences se saírem da cidade, depois da ocorrência de saques generalizados nos dias após a tragédia.

“Nunca deixei a minha casa em toda a minha vida”, disse Anthony Charbonnet, de 86 anos, à agência de notícias Associated Press. “Não quero sair”, disse.

Risco

A correspondente da BBC em Nova Orleans Daniela Relph disse que os policiais não quer arrastar as pessoas para fora da cidade, mas diz que eles estão preparados para fazer isso diante do aumento do risco para a saúde pública.

Após o conserto de um dique e o início do bombeamento das águas para fora da cidade, a diminuição do nível das águas começou a revelar corpos de mortos, esgoto sem tratamento, vazamentos de combustível e carcaças de veículos enferrujadas.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos diz que as águas das inundações contêm níveis preocupantes de bactérias, além de alta concentração de chumbo.

O prefeito de Nova Orleans diz que somente os envolvidos nas operações de resgate devem permanecer na cidade, e as autoridades advertiram para os que continuam no local para evitar o contato com a água.

“Esta água não vai embora tão cedo”, disse a especialista em controle de doenças Julie Gerberding.

Resgate

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve pedir ao Congresso mais US$ 51,8 bilhões para as operações de resgate e reconstrução, além dos US$ 10 bilhões já liberados.

O dinheiro deve ser destinado aos trabalhos de resgate, ao fornecimento de água potável e ao atendimento das necessidades básicas de saúde.

Os planos do presidente e do Congresso para investigar a maneira como o desastre foi administrado têm sido questionados pela oposição democrata, que sugeriram a criação de uma comissão independente.

O presidente Bush disse na terça-feira que faria ele mesmo uma investigação, à parte de duas comissões de investigação estabelecidas pelo Senado.

O vice-presidente americano, Dick Cheney, visita nesta quinta-feira a região atingida pelo Katrina.

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Gazeta Admininstrator
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