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Nova geração de cineastas brasileiros estréia sob aplausos em Cannes

Com “Cidade Baixa”, de Sérgio Machado, e “Cinema, Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes, apresentados na mostra “Um Certo Olhar”, uma nova geração de cineastas brasileiros estréia no Festival de Cannes.

Assim como “Cidade Baixa”, exibido ontem, “Cinema, Aspirinas e Urubus”, apresentado nesta terça-feira na presença do ministro da Cultura, Gilberto Gil, foi ovacionado pelo público.

Os dois filmes são obras de estréias dps diretores e, por este motivo, concorrem à disputada Câmera de Ouro, prêmio do Festival de Cannes destinado a contemplar o filme de estréia de um diretor em qualquer de suas seções.

Os filmes de Machado e Gomes mostram cenários e personagens totalmente diferentes. O primeiro se passa na Bahia e tem o seu colorido e ritmo sensuais. O segundo, filmado no sertão nordestino, é um ‘road-movie’ que destaca a aridez sóbria com tons terra predominantes na região.

No entanto, os dois têm um elemento em comum: a precisão do retrato dos personagens e o fato de a paisagem –urbana no primeiro, desértica no segundo– aparecer, no fundo, como outro autêntico personagem. Além disso, os dois filmes têm como roteirista Karim Ainouz, descoberto em Cannes em 2002, com “Madame Satã”, do qual Gomes foi co-roteirista.

Serão eles integrantes de uma geração ascendente de cineastas brasileiros? “Tomara”, respondeu Sérgio Machado, acrescentando que, pelo menos Gomes, Ainouz e ele são amigos e contam ainda com a amizade e o apoio de Walter Salles, que produziu o filme.

Tramas

“Cinema, Aspirinas e Urubus”, protagonizado pelo alemão Peter Ketnath (Johann) e pelo brasileiro João Miguel (Ranulpho), fala do encontro e da peregrinação, cidade a cidade, de dois homens: um alemão, que fugiu do seu país em guerra e vive como caixeiro viajante vendendo aspirinas, as quais oferece com a projeção de um filme nas aldeias por onde passa, e um sertanejo, que tenta fugir da seca.

O filme se passa em 1942. O Brasil entra na Segunda Guerra Mundial, o que faz com que os alemães residentes no país passem a ser considerados cidadãos de um país inimigo.

Em “Cidade Baixa”, Lázaro Ramos, Wagner Moura e Alice Braga vivem um triângulo amoroso entre dois amigos de infância e uma prostituta que eles encontram por acaso e que passa a fazer parte de suas vidas. O filme remete a “Jules et Jim”, de François Truffaut, com o tempero da violência e da pobreza dos bairros da cidade baixa de Salvador, onde se passa a trama.

Marcado pela paixão, o filme tem uma sensualidade, uma atmosfera baiana e uma humanidade comovente que fazem pensar em Jorge Amado. “Quis tratar a vida de uma parte da juventude brasileira, que vive na pobreza, sem perspectivas, mas que apesar de tudo tenta sobreviver, ser feliz”, disse Sérgio Machado.

“O meu é um triângulo amoroso particular, porque tradicionalmente um triângulo amoroso significa engano, traição e leva a um desenlace trágico. Neste caso é uma história de amor e paixão, mas não de traições, apenas de sentimentos e de vontade de viver”, acrescentou o diretor.

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Gazeta Admininstrator
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