O Fundo Monetário Internacional levantou $456 bilhões de dólares em novos recursos para enfrentar a crise depois que mais 12 países, incluindo os membros dos Brics (Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul) prometeram capital para ampliar o caixa do FMI. A informaçào foi dada pelo próprio FMI, no dia 19, conforme a “Folha”.
Em abril, países membros do FMI comprometeram-se com um valor de $430 bilhões de dólares para lidar com os efeitos da crise da zona do euro na economia global.
“Esses recursos estão sendo disponibilizados para prevenção e resolução de crise e para atender às necessidades potenciais de financiamento de todos os membros do FMI”, disse a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em comunicado.
“Eles serão retirados apenas se forem necessários como uma segunda linha de defesa”, completou ela.
De acordo com uma tabela divulgada pelo FMI, Brasil, Rússia e Índia garantiram $10 bilhões de dólares cada, enquanto a África do Sul ofereceu $2 bilhões de dólares.
O México também contribuiu com $10 bilhões de dólares. Somente a China ofereceu $43 bilhões de dólares para as reservas do Fundo.
Os líderes dos países dos Brics afirmaram antes que “concordavam em elevar suas próprias contribuições ao FMI”, mas insistiram que o dinheiro seja usado apenas após os recursos existentes terem se esgotado.
“Grandes e pequenos países juntaram-se a nosso pedido por ação, e mais podem se juntar”, disse Lagarde, explicando que as promessas totais alcançaram $456 bilhões de dólares -”quase dobrando nossa capacidade de empréstimo”.
Os Brics tentaram ligar os empréstimos a reformas que dariam ao mundo em desenvolvimento mais voz no FMI ao ampliar seu poder de voto.
“Essas novas contribuições estão sendo feitas com a expectativa de que todas as reformas acordadas até 2010 sejam totalmente implementadas no momento adequado, incluindo uma reforma abrangente de poder de votação e reforma de cotas”, disseram os líderes dos Brics em um comunicado conjunto.
Autoridades chinesas destacaram a necessidade de implementar reformas de cotas acertadas em 2010.