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Mostra em Paris destaca conquistas de Santos Dumont

Santos Dumont voando ao redor da Torre Eiffel em foto da exposição
O Museu do Ar e do Espaço, situado no aeroporto de Bourget, nos arredores de Paris, apresenta até o dia dois de outubro a exposição “Alberto Santos Dumont – Eu Naveguei pelos Ares”.
A mostra, que conta a história do pioneiro da aviação, reúne 120 fotografias restauradas, maquetes de aviões e objetos pessoais do aviador brasileiro. O próprio piso da exposição é uma foto aérea de Paris tirada por Santos Dumont enquanto voava com um balão dirigível.

A principal atração da mostra é uma réplica do avião mais famoso do brasileiro, o 14 Bis. A cópia foi feita pelo grupo CN 14 Bis da cidade de Caldas Novas (GO), e será doada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente francês, Jacques Chirac, durante visita de Lula à capital francesa em julho.

Santos Dumont viveu em Paris entre 1898 e 1910, época em que a Europa, e sobretudo a França, vivia uma grande efervescência nas áreas cultural e científica.

Aventureiro

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Durante sua adolescência, o mineiro costumava ler obras do escritor francês Julio Verne, como A Volta ao Mundo em 80 Dias. O aventureiro também participava intensamente da vida cultural e artística da capital francesa.

Para João Luís Musa, curador da exposição, os objetos mais emblemáticos dessa mostra são a coleção de peças que ele denomina como “sobras materiais”, ou seja, o que é encontrado no ateliê de um artista ou artesão após sua morte, e que permite descobrir detalhes sobre o seu trabalho.

“Podemos ver nessa exposição a diversidade de tentativas de procedimentos utilizados por Santos Dumont até que ele encontrasse uma solução para que o artefato funcionasse”, afirma Musa.

Ele dá como exemplo o alumínio, récem-descoberto na época.

“Santos Dumont criou objetos com alumínio, apesar de muitos dizerem ser inviável porque o material era muito quebradiço. Ele o colocou em condições ideais de uso, construindo articulações que tinham alguma mobilidade”, afirma.

Até mesmo as rodas para pousar e decolar, em diâmetros precisos, e os controles do avião foram feitos por Santos Dumont.

“Hoje nós temos conhecimento desses fatos justamente em razão das sobras encontradas em seu ateliê de trabalho”, diz o curador da exposição.

14 Bis

O 14 Bis, o mais célebre avião de Santos Dumont, efetuou dois vôos. No primeiro, em 23 de outubro de 1906, ele voou no Parque de Bagatelle, em Paris, por pouco mais de 60 metros de distância a três metros de altura.

Com isso, Santos Dumont ganhou a “Coupe d’Archdeacon” no primeiro vôo controlado oficialmente, com um aparelho mais pesado do que o ar.

No segundo vôo do 14 Bis, em 12 de novembro de 1906, também em Bagatelle, o brasileiro conseguiu voar 220 metros.

Além de fotos de vôos com o 14 Bis e o Demoiselle, o último avião do brasileiro, a exposição apresenta também a fotografia do vôo com um dirigível realizado por ele em volta da Torre Eiffel, relativa ao prêmio Deutsch de 1901.

Santos Dumont venceu o prêmio concedido a quem conseguisse efetuar um percurso até a Torre Eiffel, contornasse o monumento parisiense e voltasse ao ponto de origem, o Parque de Saint-Cloud, no oeste de Paris, em menos de 30 minutos. Com este desempenho, o aviador brasileiro conseguiu provar a dirigibilidade dos balões.

Mas as conquistas não salvaram o aviador de uma neurastenia incurável, e Santos Dumont se suicidou em 23 de julho de 1932, aos 59 anos.

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Gazeta Admininstrator
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