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Monstro

A grande maioria dos brasileiros que vivem nos Estados Unidos talvez não saibam quem é JoBenet Ramsey. Uma linda garotinha de esfuziantes olhos azuis que aos 6 anos de idade foi brutalmente assassinada na manhã seguinte ao dia de Natal de 1996, no porão da casa de seus pais, em Boulder, Estado do Colorado.

O crime causou incrível comoção nos Estados Unidos pela extrema crueldade demonstrada pelo monstruoso assassino – além de violar sexualmente JoBenet, o criminoso a torturou e esmagou seu crânio – e pelo fato de ter ocorrido na manhã seguinte ao Dia de Natal, onde há sempre um ambiente de muito envolvimento familiar e cristão.

E mais: JoBenet não era uma garotinha comum. Era a rainha máxima dos concursos de beleza infantís nos Estados Unidos, ganhadora de dezenas de “beauty pageants” e uma superstar nesse bizarro circuito de exploração infantil da beleza e das vaidades.
Durante anos o assassinato de JoBenet aguçou a curiosidade dos norte-americanos e alimentou o “circo” da imprensa sensacionalista – especialmente os tablóides de supermercado, ávidos por crimes bizarros – e fez com que os pais de JoBenet ficassem sob intensa suspeita de envolvimento no horrendo crime.

Dez anos se passaram e na semana passada emergiu um possível suspeito do crime. O professor norte-americano John Karr de 41 anos, com um passado dos mais complicados, profundamente ligado a possíveis atos de pedofilia e com uma longa lista de e-mails conectando-o à morte de JoBenet Ramsey.
A imagem doentia de Karr, que mais parece um “zumbi” nas cenas que foram captadas em sua prisão e mesmo em sua chegada aos Estados Unidos, ajudam em muito a criar uma “certeza” de que ele realmente teria sido autor do crime.

Tem muita gente que duvida que ele realmente tenha sido o autor. Há uma aposta, por parte de experts, de que muito provávelmente ele revelaria o perfil de um maníaco desesperado por atenção e celebridade e que, a exemplo de muitos outros psicopatas famosos, teria confessado o crime unicamente para satisfazer seu desejo de fama.

A prisão e até condenação à morte de Karr, caso venha a ser considerado culpado e condenado à pena capital, não vão trazer a inocente JoBenet de volta. Nem fará justiça à sua mãe, que depois de 10 anos convivendo com as suspeitas de ter participado do assassinato da própria filha – morreu de câncer, em julho, sem ter visto a confissão e prisão de Karr.
A lição – mais uma vez, numa triste repetição da doença social que nos afeta mais e mais – que temos que tirar desse repugnante episódio e da imagem demencial de John Mark Karr, é que a vigilância e cuidado com nossas crianças nunca serão demais.

A perda de um filho é algo inimaginável. A perda de um filho assassinado da forma como foi JoBenet é um drama pessoal o qual somente as pessoas com muita fé em Deus podem superar. Não imagino onde os pais da pequena rainha da beleza norte-americana encontraram forças para superar essa tragédia, se não em Deus.

Hoje em dia muita gente segue tendo filhos e os tratando como “acidentes” em suas vidas. Muitos, como acredito tenha sido o caso dos pais da pequena JoBenet, usam a inocência de seus pequenos – incapazes de decidir sobre seus próprios destinos – para compensar suas frustrações e com isso expõem seus filhos a situações bizarras como os concursos de beleza mirins. Bizarro é pouco.
Estou fazendo essa relação para alertar os pais que permitem que seus filhos comprometam sua inocência participando, ainda muito pequeninos, de competições e atividades onde na verdade são apenas “objetos” de uso dos adultos inescrupulosos ou alienados. Essa exposição gera aberrações como Michael Jackson e tantos outros “astros infantís” incapazes de ter uma infância normal e saudável. O preço pago por Michael foi uma vida louca e triste. O preço pago pela pequena JoBenet foi a própria vida, interrompida aos 6 anos de idade.

O preço a ser pago pelo Sr. Karr, nunca será tão alto ou importante. Trata-se de um doente, um monstro, uma aberração, que muito possívelmente não terá capacidade de discernimento.
A alucinação pela fama, a sexualidade reprimida e os valores controversos dos tempos em que vivemos são os verdadeiros responsáveis. O que pedimos a Deus é que ilumine a cabeça dos pais, para que vigiem mais e melhor seus filhos. Para que tragédias como as de JoBenet sejam evitadas.

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Gazeta Admininstrator
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