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Ministros da Defesa de oito países se reúnem para discutir segurança da Amazônia.

Os ministros da Defesa do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela participaram nesta quinta-feira (13), em Bogotá, da 1ª Reunião Ministerial sobre Defesa e Segurança Integral da Amazônia, para discutir formas de controlar ações ilegais na região.

O tráfico de drogas, armas e explosivos e o comércio ilegal de espécies e recursos da fauna e flora amazônica entraram na pauta de discussão.

Em seus discurso, o ministro da Defesa do Brasil, Waldir Pires, disse que as atividades ilegais ocorrem na Amazônia “por causa da facilidade de trânsito para mercados internacionais, particularmente o norte-americano e o europeu; da fiscalização e da repressão deficientes nas fronteiras, muito extensas, e do retorno fácil e rápido dos recursos investidos pelos delinqüentes”.

O ministro comentou o emprego das Forças Armadas na cooperação com os órgãos de segurança pública. “Podemos, por intermédio da inteligência, da instrução, da comunicação e da logística, respeitando os limites legais específicos de cada país e as normas do Direito Internacional, contribuir para combater os ilícitos transnacionais”.

O ministro da Defesa da Colômbia, Camilo Ospina Bernal, ressaltou na abertura da reunião, que a cooperação é a principal ferramenta que os países dispõem para proteger a Amazônia. “Apenas a cooperação permitirá conter com êxito as novas ameaças que não conhecem fronteiras e que afetam a cada um dos nossos países de diferentes formas”, afirmou.

Bernal também defendeu uma ação conjunta das Forças Armadas. ”Será de grande utilidade o reforço das ações (das Forças Armadas) nas zonas de fronteira com a finalidade de proteger o meio ambiente mediante o intercambio de informações e experiências”. O ministro colombiano defendeu ainda que os países da região devem estreitar as relações com o Brasil a fim de desenvolver um trabalho melhor.

Já a secretária-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Rosalía Arteaga, disse que essa primeira reunião era “um esforço inicial que explicita o convencimento de todos nós sobre a impostergável necessidade de cooperação e consenso para a solução dos problemas e superação das ameaças que a região apresenta a nossas sociedades”.

Arteaga manifestou o deseja de que seja criada uma agenda de ações comuns entre os países para que o combate à insegurança na Amazônia seja mais efetivo. “Acredito que é preciso deixar de olhar nossas fronteiras nacionais como linhas que nos separam e passar a encará-las como verdadeiros fatores de integração”.

Criada em 2003, a OTCA é um organismo multilateral que reúne os oito países que integram a Amazônia para promover ações para o desenvolvimento da região.

Agência Brasil

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