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México segue a pista de quadrilha que leva brasileiros aos EUA

As autoridades do México estão seguindo a pista de uma organização que leva brasileiros para os Estados Unidos ilegalmente, após a recente prisão de 58 imigrantes vindos do país.

Responsáveis do serviço de migração e órgãos policiais disseram que esse grupo age principalmente nos estados mexicanos de Tamaulipas e Nuevo León, norte do país, na fronteira com o Texas, EUA.

Em 24 de abril, 58 brasileiros foram detidos em Nuevo León, com capital na cidade de Monterrey, em uma operação contra a imigração ilegal que permitiu localizar a “pista mexicana” da rede, que também atua nos EUA e em outros países.

As autoridades do México calculam que entre 2004 e parte de 2005 cerca de 16.000 brasileiros foram detidos em Nuevo León, Tamaulipas e Texas.

O chefe da polícia de estradas de Nuevo León, Rómulo Torres, disse que os 58 imigrantes detidos em 24 de abril estavam em um ônibus conduzido por dois mexicanos que seguia por uma estrada rural até a fronteira com o Texas.

No ano passado, o México deportou 4.822 brasileiros por entrar ilegalmente no país, segundo o Instituto Nacional de Migração.

A patrulha de fronteiras dos Estados Unidos deteve mais de 11.000 brasileiros ilegais nos últimos sete meses na região na fronteira do nordeste do México com o Texas.

“Temos conhecimento de que uma quadrilha especializada no tráfico de brasileiros para os Estados Unidos atua na região”, disse Luis Robles, diretor Jurídico do Instituto Nacional de Migração (INM) do México.

A Procuradoria Geral está investigando essa organização, que cobra cerca de 10.000 dólares para levar os brasileiros ilegalmente para os Estados Unidos.

Segundo a Procuradoria, muitos levam documentos mexicanos falsos, como títulos de eleitor.

Na sexta-feira da semana passada, a patrulha de fronteiras deteve 200 brasileiros na região de Valle, perto da cidade de McAllen, no Texas, vizinha da cidade mexicana de Reynosa.

Fernando Machado, um dos 200 detidos, contou a um jornal local que vendeu seu carro para cobrir as despesas da viagem a partir do Brasil e pagar 9.000 dólares só para atravessar o rio Bravo.

Como milhares brasileiros, Machado entrou no México com visto de turista e depois atravessou a fronteira de forma ilegal.

“Estamos no processo de investigar os ‘coiotes’ (traficantes de pessoas) que atravessam os cidadãos brasileiros”, disse a delegada do Instituto Nacional de Migração (INM) em Nuevo León, Irma María García Hinojosa.

O INM faz operações em aeroportos, trens e estradas para deter os brasileiros que vão para a fronteira com os Estados Unidos.

Hinojosa disse que os imigrantes chegam legalmente ao país em um vôo vindo do Brasil, com passagem de ida e volta, e que têm que preencher apenas um formulário de migração, pois não é necessário visto.

Uma passagem de ida e volta entre São Paulo e Cidade do México custa cerca de 1.000 dólares.

“(Os brasileiros) são detidos quando os encontramos na fronteira com os Estados Unidos com uma mochila e menos de cem dólares na bolsa. Quando perguntamos o que estão fazendo, eles respondem que vão às praias de Nuevo Laredo (cidade que não tem praia)”, disse Hinojosa.

A delegada disse que é muito difícil um brasileiro denunciar um “coiote”.

“É a nacionalidade mais difícil para indicarem seus traficantes”, disse a delegada do INM.

“Observamos um aumento considerável, especialmente de brasileiros, que tentam atravessar para os Estados Unidos”, disse John Montoya, chefe da patrulha de fronteiras em Laredo, no Texas.

Por sua vez, Rogelio Cervantes, porta-voz da patrulha de fronteiras no setor do Valle de Río Grande, disse que “os contrabandistas de imigrantes que atuam em nível internacional estabeleceram em Valle um grande corredor para a entrada ilegal de imigrantes estrangeiros que não são de origem mexicana”.

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Gazeta Admininstrator
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