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Medicamento 'pode aumentar risco de suicídio em adultos'

Uma pesquisa realizada por estudiosos da Universidade de Oslo, na Noruega, afirma que um remédio antidepressivo que já havia sido proibido para crianças e adolescentes pode também levar adultos a desenvolver tendências suicidas.
O medicamento Seroxat, ou paroxetina, do laboratório GlaxoSmithKline, faz parte de uma classe de remédios conhecidos como Inibidores Seletivos da Recaptura de Serotonina (SSRI, na sigla em inglês).

O laboratório fabricante afirma que o remédio já ajudou milhões de pessoas, mas ele foi proibido para crianças e adolescentes depois que pesquisas descobriram que os jovens passaram a ter pensamentos suicidas durante o tratamento com a droga.

O alerta de que o mesmo efeito poderia ser registrado em adultos foi feito em artigo publicado pelos estudiosos noruegueses na última edição da revista médica Biomed Central.

Revisão

Os pesquisadores da Universidade de Oslo analisaram os resultados de 16 testes envolvendo o medicamento que foram apresentados a agências reguladoras do uso de remédios em 1989, antes do Seroxat ser licenciado, no início dos anos 90.

Em cada um dos testes, pacientes receberam o medicamento à base de paroxetina ou um placebo. No total, 916 tomaram o remédio e 550 tomaram o substituto inócuo.

Os pesquisadores fizeram análises estatísticas de todos os resultados, levando em conta o tempo em que os pacientes tomaram o remédio.

Não ocorreram suicídios no grupo de analisados durante os testes. Entretanto, ocorreram sete tentativas no grupo que estava tomando a paroxetina, e apenas uma tentativa no grupo que tomou o placebo.

“Pacientes e médicos deveriam ser alertados que o aumento da atividade suicida observado em crianças e adolescentes consumindo certos medicamentos antidepressivos pode estar presentes em adultos também”, disse Ivor Aursennes, o médico que liderou a pesquisa, no artigo na Biomed Central.

“Também chegamos à conclusão que a recomendação de restrições ao uso de paroxetina em crianças e adolescentes, determinadas pelas agências reguladoras ultimamente, deve também incluir adultos”, acrescentou.

“Levamos a sério a segurança de todos os nossos medicamentos e vamos revisar estes estudos cuidadosamente. Neste momento não sabemos qual o método usado pelos pesquisadores para chegar a estes números ou quais testes clínicos foram selecionados, afirmou um porta-voz da GlaxoSmithKline.

“Entretanto, podemos afirmar que estas conclusões não refletem o quadro de benefícios e riscos mostrados pelo uso da paroxetina em testes clínicos extensos envolvendo 24 mil pacientes ou pelo uso do medicamento por dezenas de milhões de pessoas no mundo todo”, acrescentou o porta-voz.

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