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Mais mulheres e idosos sustentam famílias, diz IBGE

A proporção de idosos que são responsáveis pelas famílias e dividem a moradia com filhos, netos ou bisnetos subiu 60,8%, entre 1991 e 2000, de acordo com a pesquisa Tábuas Completas da Mortalidade, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os índices de crescimento, destacaram-se aqueles referentes às mulheres com mais de 65 anos sem cônjuge (74,5%) e aos homens com companheira (44%). Numericamente pequeno em relação aos demais, o grupo de mulheres com cônjuge foi o que mais cresceu no período (557,9%). Tal aumento confirma a longevidade feminina e indica, de acordo com o IBGE, as novas percepções culturais em relação ao papel desempenhado pela mulher na família e na sociedade. Apesar de a pesquisa referir-se a 2005, o estudo específico sobre os idosos foi baseado nos Censos 1991 e 2000.

De acordo com o levantamento, a expectativa de vida do brasileiro, em 2005, alcançou os 71,9 anos. Em comparação com o ano anterior, houve um acréscimo de 2 meses e 12 dias – metade do aumento registrado em 2004, quando foi de quatro meses e 24 dias. No ranking das Unidades da Federação com maiores expectativas de vida em 2005, o Distrito Federal ocupa o primeiro lugar, com 74,9 anos e Alagoas, com 66 anos, ocupa o último lugar. Isso significa, segundo o IBGE, que um brasileiro nascido e residente em Brasília, em 2005, vivia, em média, 8,9 anos a mais do que um nascido em Alagoas.

Segundo o documento, o aumento na expectativa de vida dos brasileiros é resultado da queda da mortalidade infantil, reduzida em 14,3% entre 2000 – quando era de 30,1 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas – e 2005, quando atingiu 25,8 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas. De acordo com o analista da pesquisa, Juarez de Castro Oliveira, “os resultados mostram que o País como um todo foi beneficiado pelo declínio da mortalidade e uma das conseqüências diretas desse fenômeno foi a elevação da vida média ao nascer do brasileiro”. Ele acrescenta que fatores como a melhoria do acesso a serviços de saúde, campanhas nacionais de vacinação, aumento do número de atendimentos pré-natais e do nível de escolaridade da população, entre outros, “podem explicar os avanços conquistados sobre a mortalidade no Brasil”.

A pesquisa mostra também que uma pessoa que, em 2005, superou os riscos de morte até os 70 anos de idade poderá, em média, alcançar uma idade próxima de 85 anos. “Com isso, considerando um intervalo médio entre duas gerações sucessivas de 25 anos, essa pessoa terá oportunidade conhecer e conviver com filhos, netos, e, quem sabe, bisnetos, por um longo tempo”, comentam os analistas da pesquisa no documento de divulgação.

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Gazeta Admininstrator
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