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Maioria das latinas dos EUA está solteira

O grupo, que representa 51% das hispânicas, inclui as mulheres que nunca se casaram, as separadas, divorciadas e aquelas que não vivem com seus maridos.

Os dados foram extraídos do último censo, realizado em 2005. Os números mostram que 35% das hispânicas nunca se casou, 10% estão divorciadas, 4% vivem separadas de seus maridos e 3,5% ficaram viúvas.
Segundo o estudo, o grupo étnico é o segundo com menor número de casamentos, com 49%, superado apenas pelas afro-americanas. Só 30% das negras vivem com seus maridos.
As asiáticas são as mais propensas ao casamento, como provam os 60% de casadas no segmento, seguidas das mulheres brancas não hispânicas, com 55 %.
A enquete revela que 51% dos 117 mi-lhões de mulheres dos EUA permanecem solteiras, 2% a mais que em 2000 e 16% a mais que em 1950. Atualmente há 57,7 milhões de mulheres casadas no país, para quase 60 milhões de solteiras, divorciadas ou separadas de seus maridos.
É a primeira vez na história que o número de casadas é minoria nas famílias americanas.
Além disso, as 5,5 milhões de mulheres divorciadas ou separadas (quase 20%) costumam resistir a um novo casamento. Há também um grande número de viúvas, sobretudo a partir dos 65 anos, com uma esperança de vida cada vez maior.
Segundo o “Times”, vários fatores parecem contribuir para esta estatística. Um deles é que as mulheres hoje em dia se casam mais tarde, e outras preferem permanecer mais tempo sozinhas após um divórcio, muitas vezes se sentindo satisfeitas com a liberdade reconquistada.
“Este é um sinal de que não há volta possível para um mundo onde o casamento era visto como a principal instituição que organizava a vida das pessoas”, afirma Stephanie Coontz, diretora de educação pública do Conselho de Famílias Contemporâneas.
“Muitas dessas mulheres irão se casar, ou já se casaram. Mas, na média, mais de metade das americanas adultas podem vi-ver hoje metade de suas vidas sem estarem casadas”, pondera.
Para William H. Frey, demógrafo do Instituto Brookings, de Washington, o estudo reflete a “maior independência e o estilo de vida mais flexível” para as mu-lheres nos dias de hoje.
“Para pior ou para melhor, as mulheres são hoje menos dependentes dos homens e da instituição do casamento”, afirma Frey. “As mulheres mais jovens entendem isso melhor, se se preparam para passar períodos mais longos de suas vidas sozinhas ou apenas namorando”.

Independentes
Para a musicista Emily Zuzik, 32, que mora em East Village, Manhattan, o resultado da pesquisa não foi uma surpresa. “Tenho muitas amigas que são divorciadas ou solteiras e vivem sozinhas”, afirmou. “Conheço também muita gente na faixa dos 30 que divide apartamento com amigas”.
Zuzik morou duas vezes com namorados, uma delas na Califórnia. “Não pretendo morar novamente com alguém até me casar. E mesmo assim, talvez eu viva em casas separadas”, diz.
Linda Barth, 56, editora de uma revista em Houston, nunca se casou. “Eu costumava dividir minhas amigas entre solteiras e casadas. Hoje, isso parece não importar mais”.
Sheila Jamison, que também mora em East Village e trabalha para uma empresa de telecomunicações, tem 45 anos e é solteira. “Considerando todos os casamentos aos quais eu fui na década de 80, dos quais muitos terminaram muito mal, me considero sortuda”, afirma.
“Eu não descarto o casamento, mas, seu eu me casar, será para ter um compa-nheiro com quem eu possa viajar em minha velhice”, afirma.
Carol Crenshaw, 57, divorciou-se em 2005, após 33 anos casada, e não tem planos de se casar novamente. “Estou em um momento da minha vida em que me sinto confortável”, diz ela, que tem dois filhos. “Posso fazer o que quero, quando quero, com quem quero. Eu já fui mãe e esposa. Não tenho vontade de repetir essa experiência”, afirma.

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Gazeta Admininstrator
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