Edição da semana
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Terça ,
2 de
Fevereiro 2010 ,
02:27 |
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Emprego é prioridade para 2010, diz Obama |
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Cerca de 48 milhões de pessoas no país, assistiram o discurso anual do presidente Obama. |
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Em seu discurso anual do Estado da União, na última quarta-feira, 27, o
presidente Barack Obama definiu como sua prioridade, a criação de empregos e prometeu não abandonar a luta pela reforma do sistema de saúde. “Empregos devem ser nossa prioridade em 2010”, disse Obama.
Aplaudido várias vezes, o presidente admitiu ter cometido erros e que seu primeiro ano de mandato foi muito difícil, mas disse que não irá desistir dos esforços de mudar o modo como Washington trabalha e de suas ambições legislativas. “Eu não desisto”, ele disse ao Congresso lotado. “Vamos aproveitar este momento... começar de novo, para levar o sonho adiante e fortalecer a nossa união, mais uma vez”.
Obama se comprometeu a trabalhar para tirar o país de um “buraco fiscal” e estava disposto a usar seu poder de veto presidencial para impor a disciplina orçamentária.
Ainda sofrendo com a derrota do seu Partido Democrata em uma importante eleição suplementar para o Senado em Massachusetts, Obama disse que não vai recuar dos esforços para reformular o sistema de saúde e buscará um consenso bipartidário sobre as mudanças climáticas.
Mas ele enfatizou a necessidade de recuperar a ainda abalada economia e reduzir a taxa de desemprego.
“As pessoas estão fora do mercado de trabalho. Elas estão sofrendo. Elas precisam da nossa ajuda. E eu quero um projeto de (criação de) postos de trabalho na minha mesa, sem atraso”, disse ele.
O presidente propôs usar os 30 bilhões de dólares do programa de recuperação dos bancos para aumentar a concessão de empréstimos pelos bancos comunitários às pequenas empresas a fim de estimular a criação de empregos.
O presidente propôs um congelamento de três anos em alguns programas nacionais para conter o déficit crescente no orçamento. Ele pediu a criação de uma comissão bipartidária para enfrentar os desafios orçamentários de longo prazo, como os programa previdenciário e de saúde Medicare para os americanos mais idosos. O discurso reflete uma realidade política profundamente diferente da época da posse de Obama, há um ano, quando ele acabava de ser eleito com promessas de grandes mudanças, incluindo o impulso para a reforma da saúde e uma definição dos cortes nas emissões de carbono para combater a mudança climática. “Até o fim do meu discurso desta noite, mais norte-americanos terão perdido seus seguros de saúde. Milhões perderam neste ano”, disse. “Eu não vou abandonar esses norte-americanos. E as pessoas deste Congresso também não devem abandoná-los”, afirmou.
Mantendo o tom populista, Obama criticou o “mau comportamento” e a imprudência de Wall Street e exigiu que o Congresso aprovasse uma legislação consistente sobre a regulação financeira.
Ele prometeu lutar contra os lobistas da indústria financeira que buscam diluir a legislação proposta. Obama afirmou que não está interessado em punir os bancos norte-americanos, mas rejeitará qualquer projeto de lei de reforma do sistema financeiro que seja muito fraco. “Não podemos deixá-los vencer esta luta. E se o projeto de lei que chegar à minha mesa não incluir uma verdadeira reforma, eu vou devolvê-lo”, disse Obama.
Obama previu dias difíceis no Afeganistão, mas disse continuar otimista com o sucesso da missão naquele país, e reafirmou sua determinação de retirar do Iraque as tropas de combate norte-americanas até o fim de agosto. O presidente também disse que os líderes do Irã poderiam enfrentar “consequências crescentes” se não cumprissem as obrigações internacionais. |
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