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Kid Abelha anuncia novo começo com 'Pega vida', primeiro CD de inéditas da terceira década do grupo

George Israel, Paula Toller e Bruno Fortunato, o Kid Abelha, se lançam numa nova etapa de carreira a bordo do CD ”Pega vida”, o primeiro de inéditas desde ”Surf” (2001). No começo do ano eles encerraram a temporada de dois anos e meio do ”Acústico MTV” com números de fazer inveja em pleno domínio da pirataria. Foram 600 mil CDs e 100 mil DVDs, além de 1 milhão de ingressos vendidos apenas em shows da banda, sem contar os festivais.

“Pega vida” é o primeiro álbum de inéditas da terceira década de carreira da banda, trazendo 12 faixas em que os três mostram uma nova faceta musical, mais encorpada e, pela primeira vez desde 1991, com um produtor externo, o galês abrasileirado Paul Ralphes, que tirou dos ombros de George e de Kadu Menezes (baterista contratado) o peso da produção. Ralphes foi baixista do grupo britânico Bliss (1986 – 1991) e, na sua fase brasileira, já produziu um montão de gente, incluindo Skank, Cidade Negra, Biquini Cavadão e Gabriel, O Pensador.

– O Paul ouviu o Kid pela primeira vez na Inglaterra sem entender português e gostou como uma coisa fresca, depois casou com uma brasileira, aprendeu português, veio morar no Brasil e só então trabalhou com a gente. Ele funcionou como uma pessoa que via tudo de fora, antes a produção era do George e do Kadu, e a gente ficava com uma idéia de dentro do disco. É bom ter tudo isso, como a gente fez no começo com o Liminha, a gente se sentiu novo de novo – diz Paula. George emenda que para ele foi “10 vezes melhor” por livrá-lo do peso da produção e deixar que se concentrasse na música. Liminha produziu os três primeiros discos do Kid, no período 1984-1986.

A música de trabalho, ”Poligamia”, tem uma letra provocante de Paula, dizendo que transa em qualquer lugar e fazendo um convite ao prazer “vamos gozar, vamos viver, vocês e eu, eus e você”. O tema se repete em ”Eutransoelatransa”, assim mesmo, tudo junto, e “Strip-tease”. Ela explica que as provocações são uma resposta aos Severinos e ao clima de censura que anda pelo ar.

– Já tivemos o caso do jornalista da cachaça e declarações do Gilberto Gil distorcidas pela secretaria de comunicação do planalto. Essas coisas são pequenas, mas são graves. No começo a gente teve duas músicas censuradas antes de sair em disco. Na época a gente tinha que mandar as letras para a censura. Não queremos voltar a isso. E também porque quis ser mais ousada. Do Kid Abelha espera-se muito. Quanto mais tempo de carreira, mais se espera e não quero que seja uma banda que faz a mesma coisa todo disco – diz ela.

Paula também bronqueou sobre a cartilha do Politicamente Correto que o governo está distribuindo para que se evite certas palavras de conotação pejorativa. “A sanha dirigista das comunicações em nosso governo não pára. Em vez de educar para ensinar mais palavras às pessoas, querem abolí-las…Ser civilizado é se expressar com liberdade e arcar com as conseqüências dos termos que se usa,” protesta ela.

O “jornalista da cachaça” é Larry Rohter, correspondente do ”New York Times” que escreveu sobre os supostos hábitos etílicos do presidente Lula. O ‘imbroglio’ com Gil foi que a secretaria do Planalto divulgou que o ministro teria dito que a criação da Ancinav, a Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual “livraria” setores estratégicos “do fascismo das grandes corporações da mídia”. Gil rebateu que não havia dito essas palavras e a secretaria reconheceu seu erro.

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Gazeta Admininstrator
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