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Jurados do caso Jackson apontam falhas da promotoria

No final das contas, após todas as assustadoras acusações — masturbação, pornografia, “suco de Jesus”, gravações, meninos do passado, lágrimas e recriminações –, os jurados do caso Michael Jackson decidiram na segunda-feira que isso não bastava.

Oito mulheres e quatro homens absolveram Jackson, rejeitando a versão da promotoria que descrevia o cantor como um pedófilo em série, com problemas de alcoolismo e uma compulsão criminosa por meninos.

O veredicto deixa o astro pop, de 46 anos, em liberdade, e cria problemas para o promotor do Condado de Santa Barbara, Tom Sneddon, que gastou milhões de dólares em um caso que, depois de quatro meses, não deu em nada.

Em qualquer julgamento criminal nos Estados Unidos, os jurados devem concluir que o réu é indubitavelmente culpado, o que a acusação não conseguiu comprovar, apesar das exaustivas buscas na fazenda de Jackson e de sucessivas vitórias regimentais.

Uma delas foi a autorização para que os promotores citassem acusações anteriores de abuso sexual contra Jackson. Outra foi a autorização para que eles exibissem um vídeo em que o acusador do cantor contava à polícia pela primeira vez que havia sofrido abusos sexuais.

“Esta não é uma conclusão de inocência”, disse o ex-promotor Jim Hammer, de San Francisco. “O júri aplicou a lei, que prevê que só uma pessoa, o promotor, têm o ônus da prova. E no final o júri concluiu que ele não sustentou esse ônus.”

Na entrevista coletiva pós-veredicto, os jurados disseram que, apesar das mais de 80 testemunhas de acusação, eles não receberam provas suficientes de que Jackson teria embebedado um menino de 13 anos para molestá-lo sexualmente, além de tentar manter a família dele sob cárcere privado.

“Sempre que tínhamos um impasse precisávamos nos lembrar que tínhamos um armário cheio de evidências para examinar, e essas evidências nos faziam voltar à mesma coisa: não é suficiente”, disse uma jurada.

Juristas consideram que a ruína de Sneddon foi provocada pelos problemas de credibilidade relativos ao adolescente acusador — que declarou ter sido masturbado por Jackson repetidamente durante noites de bebedeiras — e da mãe dele. Tom Mesereau, principal advogado de Jackson, se referiu a eles como “artistas da trapaça, atores e mentirosos”.

“Não vou olhar para trás e pedir desculpas por nada que fizemos”, disse Sneddon, claramente irritado, aos jornalistas. “Quando uma vítima vem e conta que foi vítima e você acredita nessa pessoa, não olha o pedigree.”

Mas os jurados deixaram claro que não gostaram da mãe do menino, não confiaram nela e suspeitam que ela pode estar por trás das acusações.

Juristas dizem que outro problema grave da promotoria foi a reconstituição temporal. O menino disse ter sido molestado por Jackson semanas depois da veiculação de um documentário em que o cantor defendia seu hábito de dormir com garotos. Os jurados acharam essa tese difícil de aceitar.

O líder dos jurados disse que eles consideraram evidências sobre os hábitos etílicos de Jackson — ele às vezes tomaria vinho em latas de refrigerante, chamando-as de “suco de Jesus” — e as dezenas de revistas pornográficas encontradas no quarto dele. Mas consideraram que isso não provava a culpa.

“Uma das primeiras coisas que decidimos é que iríamos olhar para ele como qualquer indivíduo, não uma celebridade”, disse o líder dos jurados.

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Gazeta Admininstrator
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