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Jeb Bush pede redução da tarifa sobre álcool

Jeb Bush, ex-governador da Flórida e irmão do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez coro na segunda-feira(2) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao pedir em Washington pela redução da tarifa imposta pelos norte-americanos sobre o álcool brasileiro.

Os Estados Unidos cobram 0,54 dólar para cada galão de etanol exportado pelo Brasil, uma tarifa que deve vigorar pelo menos até 2009. A medida visa proteger o mercado do etanol norte-americano, feito a partir do milho.

“Por quê deveríamos cobrar 0,54 dólar por galão do etanol brasileiro ou colombiano ou haitiano se permitimos que todo o nosso petróleo (importado) entre sem pagar tarifas”, questionou Jeb na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Jeb Bush co-preside a Comissão Interamericana de Etanol, juntamente com o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, e o ex-ministro da Agricultura brasileiro, Roberto Rodrigues.

A declaração foi feita durante um fórum para a promoção do uso de biocombustíveis no hemisfério na sede do BID em parceria com a Comissão.

O acordo de etanol assinado por Lula e George W. Bush em São Paulo no começo de março prevê a expansão do uso do álcool em terceiros países do hemisfério, mas não o aumento de exportações aos Estados Unidos, o que interessa aos produtores brasileiros.

O presidente Bush já disse que a redução da tarifa depende do Congresso norte-americano, onde a proposta encontra forte oposição da bancada que representa o setor rural.

INVESTIMENTOS

Por seu lado, o BID anunciou na segunda-feira(2) que está analisando empréstimos para projetos no setor de álcool brasileiro orçados em mais de 2 bilhões de dólares, para ajudar a triplicar a produção anual no país até 2020.

O banco não revelou quanto pretende emprestar no total, mas informou por meio de comunicado que já acertou participação em projetos de três companhias no Brasil com custo total de 570 milhões de dólares.

Atualmente o Brasil produz cerca de 17 bilhões de litros de álcool por ano e é, juntamente com os Estados Unidos, responsável por mais de 70 por cento da produção do biocombustível no planeta.

O BID indicou também que está analisando empréstimos para outros cinco projetos relacionados com etanol no Brasil com custo total estimado em aproximadamente 2 bilhões de dólares.

O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, disse na segunda-feira(2) que o objetivo é ajudar o Brasil a se tornar um “centro de excelência para pesquisadores e desenvolvedores de biocombustíveis”.

Moreno afirmou também que o banco está proporcionando serviços de análise e viabilidade técnica para projetos de biocumbustíveis em menor escala em países como Colômbia, Costa Rica e El Salvador.

Na Colômbia, o banco está considerando investir 20 milhões de dólares para produzir biodiesel a partir de óleo de palma, para eventualmente elevar a producao anual para 100.000 toneladas.

Na Costa Rica e em El Salvador, o banco está realizando projetos de viabilidade técnica para ajudar os governos locais a atingir as cotas estabelecidas para substituir 10 por cento do consumo doméstico de gasolina por etanol, disse o BID.

Além isso, o BID anunciou que reservará 300 milhões de dólares para financiar projetos de energia renovável e eficiência energética na América Latina e Caribe.

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